04:14

Queremos você lá!

Postado por Marcio Sanches |

Domingo dia 07 de março a partir das 20:30 hrs, a União Brasileira de Mulheres- UBM, o Bar Valentino, Tributo: O Teatro Mágico com a Banda Badulaque, realizam uma homenagem as mulheres em comemoração ao Centenário de 08 de Março.
Queremos você lá!


Pessoal é necessário apresentar RG para entrar no Valentino, quem desejar maior tranqüilidade pode enviar nome e RG neste e-mail (heloisa.botelho@hotmail.com), que o pessoal do Valentino fará o cadastro antes, evitando assim ficar na fila.

Música
Tributo "O Teatro Mágico" Com: Badulaque
Horas: 21:00 Couvert: R$ 8,00


UNIÃO BRASILEIRA DE MULHERES -UBM

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) realiza neste sábado (dia 6), uma plenária para debater a estratégia eleitoral para 2010 e a organização do partido na região. O encontro começa às 14h, na sede do Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol) e contará com a presença do presidente estadual Milton Alves.

Estão sendo convidados os filiados e dirigentes do partido em Londrina e das cidades de Apucarana, Cambe, Ibiporã, Jataizinho.

De acordo com o presidente do PCdoB em Londrina, Márcio Sanches, em relação a estratégia eleitoral, o debate vai aprofundar a tática do partido em lançar o assessor do Ministério do Esporte, Ricardo Gomyde, deputado Federal. “É prioridade do partido eleger um deputado federal no Paraná e o melhor nome é o do Gomyde. Por isso, já estamos organizando a campanha”, afirmou.

Sobre o projeto eleitoral, Sanches abordou que o partido está estudando os nomes viáveis para serem candidatos a deputado estadual. “Em Londrina, o agente penitenciário Wilson Moreira já colocou-se a disposição”, detalhou.

Em relação a organização partidária, a plenária vai debater metas para o crescimento do partido na região.

Participe:

Plenária do PCdoB
Sábado – dia 6 de março
Horário: 14h
Local: Sede do Sindiprol – rua La Salle, 83.

04:38

PCdoB-PR

Postado por Marcio Sanches |

PCdoB-PR debate projeto eleitoral e define ação política

No último sábado(27), em Curitiba, a Comissão Política do Comitê Estadual analisou o quadro político em curso no estado e definiu um conjunto de iniciativas políticas. Além disso, foi debatido o projeto eleitoral do partido. A reunião também aprovou o plano de gestão do Comitê Estadual para a biênio 2009/2011.

Segundo Milton Alves, presidente estadual do partido, “a reunião definiu a nossa conduta política, no sentido de fortalecer no estado o campo do presidente Lula. Por isso vamos ampliar a interlocução com as lideranças e partidos que buscam o mesmo objetivo”. O dirigente assinalou ainda “que no momento é necessário reforçar o projeto eleitoral do partido, intensificando a mobilização da militância e a busca de apoios e aliados”.A reunião definiu um calendário de encontros regionais do partido que tem inicio no próximo sábado, dia 6 de março. Acompanhe resolução a seguir.

Resolução da Comissão Política do Comitê Estadual sobre o quadro político e o projeto eleitoral do PCdoB no Paraná

A Comissão Política em reunião no dia 27 de fevereiro em Curitiba deliberou:

A) Contexto político

I. O 12º Congresso do Partido apontou como objetivo imediato a continuidade e o aprofundamento do ciclo progressista aberto em 2002, com a vitória do Presidente Lula. O Congresso aprovou também um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento como fundamento programático para um salto de qualidade no desenvolvimento econômico-social do Brasil.

II. Neste período aprofundou-se a democracia, afirmou-se uma política externa independente, de busca de integração regional e foi implementado um conjunto de programas sociais para amplas camadas do povo. Ao lado destas e outras conquistas, prevalece ainda uma política econômica híbrida que conjuga elementos desenvolvimentistas com elementos ortodoxo-liberais, o que freia um desenvolvimento mais acelerado do país;

III. Os anos do neoliberalismo atrasaram em muito o desenvolvimento do país. As forças conservadoras e neoliberais, aglutinadas pelo PSDB, DEM e PPS, e a grande mídia, lutam de forma desesperada para retomar o governo da República, procurando confundir e dividir as forças populares e relativizando os êxitos alcançados pelo governo de Lula;

IV. O PCdoB não medirá esforços para assegurar uma terceira vitória do povo, elegendo o sucessor(a) de Lula. Para isso, é necessário manter a base de apoio do governo Lula (PT, PMDB e outros) além de ampliar e consolidar o núcleo de esquerda: PT, PCdoB, PSB, PDT. Também é necessário aumentar as bancadas no Senado, na Câmara Federal e conquistar governos estaduais do campo progressista e popular;

V. No Paraná, defendemos um palanque unificado das forças políticas da base de sustentação do presidente Lula, isolando os conservadores do PSDB/DEM. Neste sentido, manteremos conversações visando concretizar esse caminho com as candidaturas até aqui apresentadas, que são a de Orlando Pessuti (PMDB), Osmar Dias(PDT) e com o Partido dos Trabalhadores(PT). Também apresentaremos uma plataforma eleitoral contendo a defesa e o aprofundamento da democracia (conselhos, conferências, diálogo do governo com os movimentos sociais); de fortalecimento dos serviços e empresas públicas, a realização de concursos públicos, como forma de eliminar as terceirizações; a expansão dos programas sociais no estado (leite das crianças, luz fraterna, programas de geração de renda e entre outros); o fortalecimento da TV Educativa e a manutenção da política do salário mínimo regional; e a adoção de uma política estratégica de desenvolvimento econômico e social do estado.

B) Projeto político-eleitoral do PCdoB no Paraná

I. A Conferência Estadual do Partido do 12º Congresso referendou o projeto político eleitoral em curso e apontou os meios e instrumentos para lutarmos pela vitória no pleito eleitoral de outubro, exigência essencial para a expansão e a consolidação do PCdoB no Paraná. Com esse objetivo, definiu as pré-candidaturas de Ricardo Gomyde como prioritário, e a de Chico Brasileiro à Câmara Federal;

II. O fundamental é que as condições objetivas estão dadas, colocando ao partido a necessidade de preparar as condições subjetivas para evitar a dispersão de forças, assegurando as prioridades estabelecidas, ampliando os acordos políticos e viabilizando a sustentabilidade do projeto;

III. Com relação à nominata de candidatos a deputado estadual, indicamos a necessidade de reforçar as candidaturas, lançando camaradas pela legenda em todas as regiões do estado, buscando criar condições para conquistar de uma cadeira na Assembléia Legislativa, ao mesmo tempo preparar cenários para 2012 e alavancar as candidaturas a deputado federal do Partido.

C) Mobilização social e popular

I. È essencial a mais ampla mobilização dos movimentos populares e sociais durante o ano de 2010, como forma de assegurar um maior protagonismo popular na disputa de rumos do país e a sustentação das demandas sociais, politizando e organizando as diversas camadas de trabalhadores e do povo;

II. Neste sentido, os comunistas impulsionarão com toda energia a preparação e a realização da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) e da Assembléia Nacional dos movimentos sociais;

Por fim, um resultado vitorioso do projeto político do PCdoB em 2010 contribui sobremaneira para o processo de acumulação de forças dos comunistas, abrindo novas perspectivas políticas e capacitando mais ainda o partido para a disputa por uma hegemonia transformadora na sociedade.

Curitiba, 27 de fevereiro de 2010

A Comissão Política do Comitê Estadual

04:34

Eleições 2010

Postado por Marcio Sanches |


04:18

Conferência Nacional do Esporte

Postado por Marcio Sanches |


Londrina lança etapa da 3ª Conferência Nacional do Esporte

Londrina deu o pontapé inicial para a 3ª Conferência Nacional do Esporte (CNE). Na manhã da última sexta-feira, o coordenador Joel Benin, representando o Ministério do Esporte, lançou a conferência, que vai reunir representantes da região norte do Estado do Paraná, em reunião com esportistas e dirigentes da Fundação de Esportes do município. Como resultado do encontro, foi formada a comissão organizadora da Conferência Regional de Esportes, que deve ser realizada até o dia 11 de abril.

Benin explicou aos participantes, que o objetivo da conferência é consolidar o esporte no Brasil, desenvolver projetos para os próximos dez anos e incluir o país entre as maiores potências mundiais. Ele falou também que serão discutidos projetos para investimento em esportes de base, educacionais, como o “2º tempo”, em que as crianças praticam esportes no contraturno das atividades educacionais. Também será debatida a Lei de Investimento ao Esporte, que permite às empresas abatimento de Imposto de Renda (IR) quando investido em projetos de esporte.


Na parte da tarde, o representante do ministério, Joel Benin, entregou ao prefeito de Londrina, Barbosa Neto, as teses e os documentos da 3ª Conferência Nacional do Esporte (CNE). Acompanhado do presidente da Fundação de Esportes, Paulo Roberto de Oliveira, o prefeito expressou a importância do evento e disse do apoio da prefeitura para que a etapa regional da conferência seja bastante participativa.

No calendário da 3ª Conferência Nacional do Esporte (CNE) as etapas estaduais estão programadas para em maio e a nacional em junho. Os dez pontos para serem debatidos na conferência são: “Sistema Nacional de Esporte e Lazer”; “Formação e Valorização Profissional”; “Esporte, Lazer e Educação; Esporte, Saúde e Qualidade de Vida”; “Ciência, tecnologia e Inovação”; “Futebol”; “Esporte de Alto Rendimento”; “Financiamento do Esporte”; “Infra-estrutura esportiva” e “Esporte e Economia”.

De Londrina, José Otávio.

04:14

MODERNIDADE – MUNDO URBANO

Postado por Marcio Sanches |

Artigo de Joel Benin*

Tentando compreender a evolução do mundo urbano, podemos identificar, na leitura de alguns autores, dos séculos XIX e XX, quando estes autores percebem que para alguns o modernismo poder ser algo relacionado a aspectos do espírito e mantém relação direta com o mundo intelectual e artístico ou fala-se em modernização que, para muitos, é a capacidade do homem de desenvolver a sociedade do ponto de vista material, econômico e político. Para Baudelaire, por exemplo, era necessário que o homem tivesse a capacidade de captar a aparência e o sentimento de sua própria era.

A cidade moderna e suas ruas apresentavam novos desafios, misturando novidades, incertezas e um certo movimento caótico mas, ao mesmo tempo, a cidade moderna, como mostra Baudelaire, desencadeia novas formas de liberdade criando oportunidades de novas experiências, possíveis de serem vividas pelas novas massas urbanas.

Para Clóvis Gruner e Luiz Carlos Cereza , no texto “As tramas da ficção”, a experiência da modernidade está diretamente relacionada com a vida urbana. Sobre isso afirmam:

A experiência da modernidade é essencialmente urbana. Razão pela qual a cidade constitui-se, principalmente ao longo do século XIX, paisagem privilegiada da vida moderna. Cenário de experiências, palco de inflexões, a cidade do século XIX seria o espaço por excelência da realização da utopia moderna: ela representa, a um só tempo, a possibilidade de desnaturalização e de fabricação de vida.(GRUNER; CEREZA In GRUNER; DENIPOTI, 2008, p. 149)

Para ler a íntegra do arquivo, clique aqui – Modernidade.

14:22

Nota de esclarecimento à imprensa

Postado por Marcio Sanches |

Hoje em entrevista ao blog de Ronaldo Nezo (Maringá) e reproduzido em outros blogs da capital, o prefeito de Curitiba Beto Richa (PSDB), declarou que o PCdoB, manteve contatos em busca de uma aliança em apoio a sua candidatura.

Tal declaração não procede e não se sustenta em fatos reais. É mais uma especulação ou talvez má fé do candidato tucano.

Reafirmo mais uma vez, o PCdoB é um partido que batalha e constrói um campo político, alinhado às causas populares e democráticas situado no pólo oposto ao tucanato neoliberal. Portanto, fora do espectro de alianças dos comunistas.

Reuniões e contatos institucionais são naturais, uma praxe das relações democráticas, confundir isso com apoio e no mínimo primarismo político.

Milton Alves
Presidente Estadual do PCdoB

Curitiba, 23 de fevereiro de 2010

06:55

Conferência Nacional do Esporte

Postado por Marcio Sanches |

Paraná começa mobilização para etapa estadual da III CNE

Nesta terça-feira (23), o estado do Paraná realiza sua reunião de lançamento da etapa estadual da III Conferência Nacional do Esporte. A reunião será realizada na capital do estado, Curitiba, reunindo gestores, integrantes da Comissão Organizadora Estadual, além dos responsáveis nos municípios pela realização de etapas municipais e regionais.

Os organizadores da reunião, que começa às 14h, apresentarão o Regulamento geral da III CNE, para auxiliar os presentes na elaboração do Regulamento estadual que definirá o calendário de realização das etapas municipais e ou regionais. Essas etapas devem ser agendadas em conformidade com o calendário da etapa estadual. O Regulamento estadual também deve estabelecer as regras de participação e votação dos delegados que representarão o estado do Paraná, na etapa nacional da Conferência. O estado poderá eleger 65 delegados para a etapa nacional da III CNE, em junho desse ano, em Brasília.

O ato de lançamento ocorre no auditório da Paraná Esporte e contará com a presença do presidente da etapa estadual da III CNE, Marco Aurélio Saldanha Rocha e do representante do Ministério do Esporte, o mobilizador da região Joel Benin. Na avaliação de Joel Benin, o lançamento da conferência estadual irá acelerar a mobilização da sociedade civil e das entidades ligadas ao esporte no Paraná. O mobilizador ressalta que o acúmulo de discussões das duas conferências anteriores, darão respaldo a população para a elaboração do Plano Decenal de Esporte e Lazer, tema da terceira edição da conferência do esporte.

“O tema é estimulante e certamente irá proporcionar um processo de muito debate, definindo um Plano construído pela sociedade civil”, lembra o mobilizador. O estado do Paraná quer investir em conferências regionais, caracterizadas pelo agrupamento de mais de um município. Nessa semana, o mobilizador já possui visitas agendadas aos municípios paraenses de Londrina e Maringá, onde os gestores municipais já começam a pensar em suas etapas municipais da III CNE.

III Conferência – O processo da III Conferência Nacional foi deflagrado pelo Ministério do Esporte com o objetivo de debater e aprovar um Plano Decenal do Esporte e Lazer, definindo os rumos do esporte para o próximo período e projetando o Brasil entre dez países mais desenvolvidos nesse setor. As etapas municipais e regionais ocorrem entre fevereiro e abril de 2010. Já as estaduais entre março e maio. Os delegados eleitos nessas etapas participarão da Etapa Nacional, de 3 a 6 de junho, em Brasília, onde serão votadas as deliberações contidas no documento final dessa conferência. Saiba mais acessando o site: www.portal.esporte.gov.br/conferencianacional

Serviço
Lançamento da etapa estadual da III CNE no Paraná
Data: 23/02/2010
Local: Paraná Esporte - Rua Pastor Manoel Virgínio de Souza, 1020 - Capão da Imbúia - 82810-400 - Curitiba - PR
Hora: 14h
Contato: Joel Benin – (41) 99047789

04:24

1962: a vitória dos princípios

Postado por Marcio Sanches |


“Recordar o 18 de fevereiro de 1962 é, do ponto de vista revolucionário, dele extrair ensinamentos cuja permanência possa iluminar os caminhos da atualidade”. Assim o jornalista Luiz Manfredini* define e data, comemorada nesta quinta-feira, em artigo inédito que o Partido Vivo publica a seguir.

“(...) um partido que mantém sua identidade comunista,seu caráter de classe de partido dos trabalhadores,portador de uma base teórica sólida, o socialismo científico...”. Tese consagrada no XII Congresso do PCdoB (dezembro, 2009)

A reorganização do Partido Comunista do Brasil, em fevereiro de 1962, é dos fatos mais marcantes da história do PCdoB, talvez o mais significativo depois da sua fundação, em 25 de março de 1922. João Amazonas, que liderou a reorganização e tornou-se o principal construtor e ideólogo do partido, diria, 25 anos depois, que a “data assinalou a defesa da antiga organização revolucionária do proletariado que lutava pelo socialismo, ameaçada de liquidação pelos oportunistas e registrava, ao mesmo tempo, o início de uma nova etapa na vida do Partido”.

Algumas dezenas – não muitas – de quadros e militantes comunistas de São Paulo, Guanabara (Rio de Janeiro), Espírito Santo e Rio Grande do Sul instalaram, em 18 de fevereiro de 1962, em São Paulo, a V Conferência Nacional Extraordinária do PCdoB. A dimensão do encontro está em que marcou a completa ruptura do grupo de comunistas liderado, entre outros, por João Amazonas, Pedro Pomar, Maurício Grabois, Carlos Danieli, Ângelo Arroyo e Lincoln Oest, com a ala majoritária capitaneada por Luiz Carlos Prestes. No ano anterior, a corrente prestista tomara a decisão – exclusiva de um congresso – de alterar o nome do partido (de Partido Comunista do Brasil para Partido Comunista Brasileiro) e subtrair de seu programa questões essenciais de modo a facilitar a legalização e o registro na Justiça Eleitoral.

A conferência aprovou um manifesto-programa que traçava nova linha política para o partido, decidiu r eeditar o jornal A Classe Operária, antigo órgão central que tivera sua publicação suspensa, e elegeu um novo Comitê Central. Estava coroado um longo, muitas vezes penoso processo de luta ideológica iniciado cinco anos antes, a partir das repercussões do XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) e da ascensão de Nikita Kruchov à liderança da URSS.

A pretexto de criticar o culto à personalidade de J. Stálin (que, de fato, houve), Kruchov e seu grupo formularam um corpo de ideias avesso ao essencial do marxismo-leninismo, um programa de fundo reformista e conciliador que, entre outras teses, propugnava, em plena guerra fria, pela amistosa cooperação com os Estados Unidos (em óbvia deformação do conceito leninista de coexistência pacífica entre diferentes regimes sociais), pela transição sem rupturas do capitalismo ao socialismo e pela descaracterização da natureza de classe do partido revolucionário e do estado socialista. Em outras palavras: disseminava ilusões e, com isso, deixava o proletariado e seus aliados de mãos atadas em sua luta libertadora. O chamado kruchovismo alastrou-se pelo movimento comunista mundial, incluindo o Partido Comunista do Brasil, então hegemonizado por Luiz Carlos Prestes.

Nova orientação

Em março de 1958, pouco mais de seis meses após o XX Congresso do PCUS, o Comitê Central do PCB (sigla do Partido Comunista do Brasil desde sua fundação), sob hegemonia prestista, aprovou nova orientação política, que ficou conhecida como a Declaração de Março de 1958. Ali estavam registradas as ideias centrais que alimentariam intensa e extensa luta ideológica nas fileiras partidárias e provocariam a reorganização do par tido quatro anos depois. Uma “linha oportunista de direita”, escreveria Maurício Grabois num artigo que se tornou emblemático: Duas concepções, duas orientações políticas.

Segundo Grabois, a Declaração idealizava a burguesia, julgando-a capaz de defender consequentemente os interesses da Nação e, desse modo, subordinava a ela o proletariado e seus aliados na perspectiva de uma revolução essencialmente nacional, em detrimento de objetivos sociais e democráticos e de uma perspectiva verdadeiramente revolucionária rumo ao socialismo.

Para Grabois, a Declaração considerava a democracia como inerente ao capitalismo e, a bordo de uma “tática gradualista, evolucionista”, imaginava a chegada ao poder das forças revolucionárias “através da acumulação de reformas profundas e consequentes na estrutura econômica e nas instituições políticas”. Tais concepções, garantia o histórico dirigente, levavam à “negação da luta revolucionária”.

O V Congresso, em 1960, não obstante a enxurrada de críticas proveniente das bases e das direções intermediárias do partido, que condenavam a inclinação reformista, ratificou a Declaração de Março de 1958. E mais: excluiu do Comitê Central 12 dos seus 25 membros efetivos e vários suplentes, todos críticos da nova orientação. Mas o conflito interno entre reformistas e revolucionários atingiu seu ponto de fervura no ano seguinte. Na edição de 11 de agosto de 1961 do semanário Novos Rumos, são publicados o programa e os estatutos do partido, agora denominado Partido Comunista Brasileiro, mantendo a sigla história do Partido Comunista do Brasil, PCB. A reação dos revolucionários foi salvar o histórico partido de 1922, herdeiro do marxismo-leninismo, fiel ao proletariado e ao socialismo. A reorganização ocorreria exatos seis meses depois, com a realização da V Conferência Nacional Extraordinária do PCB. A sigl a PCdoB surgiria um pouco mais tarde para melhor vincar as diferenças com o partido reformista.

Memória e identidade

A evocação da data – não só desta, mas de outras datas emblemáticas da trajetória do partido – não se prende a alguma obrigação protocolar ou a um apego ou lembrança saudosa do passado, tampouco à ruminação de mágoas eventuais, mas à necessidade do permanente, sistemático e irrenunciável fortalecimento da identidade comunista. Identidade sem a qual a coesão interna se corrói e o rumo se desvanece, e para a qual não basta a adesão coletiva a um projeto político em curso (embora isso seja decisivo). Identidade que se alimenta e se robustece com o que a memória é capaz de fornecer, a memória que repassa o percurso do pensamento e da ação partidários, suas vitórias e derrotas e as lições que oferecem, o colossal patrimônio simbólico de um partido, como o PCdoB, cuja existência influente na história política do Brasil cobre quase todo o século XX.

Recordar o 18 de fevereiro de 1962 é, do ponto de vista revolucionário, dele extrair ensinamentos cuja permanência possa iluminar os caminhos da atualidade. Em fevereiro de 1987, ao lembrar os 25 anos da reorganização, João Amazonas indagava: “Por que o partido venceu?”. Ele próprio respondia:
“Antes de tudo pela justeza de sua orientação política e pela fidelidade ao marxismo-leninismo, (...) por saber interpretar, em diferentes momentos, o sentimento das grandes massas populares, traduzir em termos políticos o que pensava a maioria do povo, (...) porque esteve sempre em ação, buscando o contato com as massas e com as diversas correntes políticas, visando a luta e a mobilização popular, (...) porque p�?s em prática os ensinamentos leninistas de que na luta concreta é necessário ter sempre um aliado de massas, (...) por compreender que outras forças revolucionár ias poderiam emergir de organizações não-comunistas, atraídas e somadas ao partido da classe operária (...) e o partido venceu (...) [também] por haver contado com o apoio do movimento comunista internacional (..)”.

Princípios, sempre

Da mesma forma que em 1962, 30 anos depois o partido também navegou sob outra tempestade, a da derrota socialista no Leste europeu, do fim da União Soviética e da posterior ofensiva do capital em todo o mundo. Não mudou de nome, cor e símbolos, não renunciou aos princípios, não capitulou. Ao contrário, realizou – ou melhor, iniciou – ampla, profunda e corajosa reflexão crítica sobre os erros e acertos das experiências socialistas pioneiras do século XX. Tudo para requalificar o projeto socialista, não para renegá-lo.

A contemporaneidade coloca o partido diante de novas circunstâncias do desenvolvimento do capitalismo, da revolução, da construção socialista e da p ermanente (e dialética) atualização do marxismo-leninismo. Há sendas novas a considerar na trajetória transformadora dos trabalhadores e do povo.

Recordo-me aqui – e reproduzo – trecho da minha intervenção no recente XII Congresso do Partido:

“O informe do camarada Renato Rabelo alentadoramente nos indica que o Partido enfrentará os desafios da luta pelo socialismo no Brasil consciente dos riscos de uma caminhada singular, mas também – e, sobretudo – de suas potencialidades revolucionárias. E disposto a fazê-lo como partido comunista, marxista-leninista, revolucionário, formulador e implementador de um programa político ajustado ao objetivo estrutural e estratégico da classe operária e dos trabalhadores do Brasil, ou seja, o socialismo científico com fisionomia brasileira”.

E concluía:

“Assim, não nos perderemos no lusco-fusco das sombras e luzes – mais sombras que luzes que marcam – nas profét icas palavras de João Amazonas – os primeiros tempos do século presente”.

Como na corajosa luta de reorganização partidária iniciada em 18 de fevereiro de 1962.


*Luiz Manfredini é jornalista e escritor, autor de As moças de Minas, representante da Fundação Maurício Grabois no Paraná e membro da Comissão Política do PCdoB no Estado.



14:29

Os garis e a República

Postado por Marcio Sanches |

Foto: Wilton Junior/Agência Estado

Por Milton Alves*

Terminado o carnaval começa, de fato, o ano de 2010, assim dizem muitos. Deixados de lado, os suntuosos desfiles das escolas de samba, os agitados bailes momescos, e as fantasias, chega o momento da realidade, a batalha do dia-a-dia. O rame-rame da rotina e do cotidiano. No entanto, aproveito o espaço aqui generosamente me concedido para registrar um episódio bastante divulgado pela mídia durante o carnaval, que foi a dança, ou melhor, a "sambada" da ministra Chefe da Casa Cívil e pré-candidata do PT à presidência da República Dilma Roussef com um gari no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. E olha que a ministra até que mandou bem...
Falo disso, porque o gesto de Dilma é bastante simbólico e revela um "fair play", que surpreendeu a muita gente. Novamente, são os garis, como são conhecidos os trabalhadores da limpeza urbana, que protagonizaram mais uma cena de grande repercussão midiática. Embora em situações e contextos diferentes, ambos episódios são reveladores de atitudes e gestos com relação ao povo, aos trabalhadores mais humildes.

Recordo: Um foi o estúpido e preconceituoso comentário feito pelo jornalista Boris Casoy em pleno telejornal da Rede Bandeirantes de Televisão, onde desancou os garis, revelando o seu arraigado preconceito classista, talvez expressando rudemente o sentimento de horror de determinados setores dominantes e conservadores às classes populares. Já o gesto de Dilma vai no sentido oposto. Ao compartilhar passos de samba com um gari revelou metaforicamente o desejo de congraçamento, de pertencimento, uma busca pela identificação.

O fato em sí, ocorrido numa festa que ressalta as nossas origens, deixa latente no imaginário popular o desejo de um maior acercamento do povo ao poder, à República - como caminho a ser percorrido para assegurar mais e maiores conquistas, iniciadas ainda timidamente por Lula, mas que, seguramente, abriram os clarões para um Brasil emancipado, mais justo e democrático.

* É presidente do PCdoB do Paraná e membro do Comitê Central

12:34

Gomyde vem a Londrina debater “Lei de Incentivo ao Esporte”

Postado por Marcio Sanches |


Para informar a comunidade londrinense, empresários, esportistas e afins, o assessor do Ministério do Esporte, Ricardo Gomyde, promoveu em parceria com a Prefeitura de Londrina e a Fundação de Esporte (FEL), a palestra “Captação de recursos via Lei Federal de Incentivo ao Esporte”.
O assunto, que reuniu mais de 150 pessoas na última segunda-feira (dia 8), foi abordado pelo presidente da Comissão Técnica da Lei de Incentivo ao Esporte, Ricardo Capelli, que explicou o funcionamento e os procedimentos necessários para usufruir da Lei Federal nº 11.438, de 29 de dezembro de 2006.
Capelli informou que cada empresa (pessoa jurídica) pode deduzir até um por cento do valor anual de seu imposto de renda (IR) para investir na área esportiva. Em caso de pessoa física, o abatimento pode ser de até seis por cento.
Para isso, é necessário que órgãos públicos ou privados, sem fins lucrativos e dívidas com o Governo Federal, elaborem e cadastrem projetos no Ministério do Esporte, que tenham obrigatoriamente caráter esportivo e que possuam um entre três objetivos básicos: educacional; participativo; ou voltados ao esporte de alto rendimento. Cada instituição pode cadastrar até seis projetos.
Caso a comissão avaliadora aprove a proposta, seus responsáveis estarão aptos a captar os recursos de patrocinadores ou doadores, que descontam o incentivo fiscal do IR, dentro dos limites percentuais estabelecidos.
Ricardo Capelli lembrou que o abatimento do valor investido é integral e pontuou os principais empecilhos para a aprovação de projetos enviados: “muitas vezes, o solicitante não encaminha toda a documentação necessária, ou não especifica claramente o objetivo do projeto”, disse. Segundo o presidente da comissão, para cadastrar um projeto junto ao Ministério do Esporte, basta acessar o endereço http://www.esporte.gov.br/ e ir ao link “Lei de Incentivo ao Esporte”, que consta na aba “Destaques”.
Toda a legislação com a lista completa de documentos e o formulário para enviar o pedido estão presentes. “Precisamos, principalmente, que as metas do projeto sejam claras. Se é um projeto para atletas de alto rendimento, o proponente não pode colocar que ele tem cunho educacional. Se tudo estiver claro e bem detalhado, o projeto com certeza será aprovado”, reiterou Capelli.
O Ministério do Esporte pretende expandir o uso da lei. Em 2009, foram movimentados mais de R$ 100 milhões em captação de recursos para projetos amparados por ela. Para este ano, a expectativa é que seja ultrapassada a barreira dos R$ 150 milhões. “Nós temos uma margem para trabalhar com até R$ 350 milhões, portanto, ainda, há muito espaço para crescermos”, concluiu Capelli.
O assessor do Ministério do Esporte, Ricardo Gomyde, lembrou que, até o momento, Londrina praticamente não tem atletas ou empresários utilizando os benefícios fiscais. No Paraná tem experiências bem sucedidas com a Lei de Incentivo ao Esporte, como a Universidade Estadual de Maringá (UEM) que, por meio dela, conseguiu subsídios de R$ 900 mil para construção de um ginásio. “Se a empresa tiver oportunidade de investir um dinheiro que pagaria como imposto em um fim esportivo, ou social, ela vai fazê-lo, porque os reflexos do marketing social são muito positivos”, salientou Gomyde.
Para o presidente da Fundação de Esporte de Londrina (FEL), Paulo Roberto de Oliveira, esta é uma grande oportunidade de alavancar, em curto prazo, o esporte de Londrina. Para isso, o presidente da Fel planeja propagar de maneira incisiva os benefícios da lei a todos os setores da cidade, para que ela seja melhor usufruída em nosso município. “É importante envolver especialmente a classe dos contadores. Porque, se o contador de uma empresa souber como funciona a Lei de Incentivo ao Esporte, ele com certeza instruirá o dono da empresa a investir nisso”, ressaltou.

12:31

Gomyde visita Casa do Taekwondo em Londrina

Postado por Marcio Sanches |


O assessor do Ministério do Esporte, Ricardo Gomyde em companhia do presidente da Comissão Técnica da Lei de Incentivo ao Esporte, Ricardo Capelli, em agenda na última segunda-feira (dia 8), em Londrina, visitaram a nova Casa do Taekwondo, coordenada pelo presidente da Federação Paranaense de Taekwondo, Fernando Madureira.

Madureira que mudou de endereço da Casa e alugou um espaço maior para abrigar 15 atletas, anteriormente eram 10, disse que ficou muito contente com a visita de Ricardo Gomyde, porque é um parceiro do Taekwondo. “Desde os tempos em que era presidente da Paraná Esporte vem nos ajudando a difundir o esporte e massificá-lo”, afirmou.

A Casa do Taekwondo hospeda atletas de outras cidades e estados que treinam Taekwondo em Londrina, proporcionando a eles, também, incentivo para estudar e apoio médico. “A intenção é poder proporcionar, além dos treinos, uma moradia e um estudo para os atletas. E é legal porque, como eles convivem com a gente todos os dias, nós conseguimos policiar melhor os esportistas. Fica mais fácil de preparar o competidor nos fatores físico, mental e comportamental”, destacou Madureira.

Já moraram na Casa grandes nomes do Taekwondo, como Diogo Silva, ouro no Pan do Rio em 2007; Gilvan Santos; Maikon Silva; Nicolas Pigozi; e Licínio Soares que foi eleito Campeão das Américas em 2008.

10:38

Lei de Incentivo ao Esporte

Postado por Marcio Sanches |


10:35

Reunião de Organismo de Base

Postado por Marcio Sanches |

Convite para Reunião de Organismo de Base
PCdoB-Londrina

Aos membros do partido que tem ligação com a militância na Cultura e na UEL estão convidados a participar da reunião:

Cultura
Quarta-feira, dia 03/02 às 20 hrs na Vila Cultural Brasil – Rua Uruguai, 1656 – Vila Brasil
Informações: Marcelo Pinhatari - 9942 1848


UEL
Quinta-feira, dia 04/02 às 18:30 hrs no Sindiprol
Informações: Marcelo Seabra – 9991 1484

06:02

Gomyde defende subsede da Copa em Londrina

Postado por Marcio Sanches |


O assessor do Ministério do Esporte, Ricardo Gomyde, defendeu Londrina como uma subsede da Copa do Mundo 2014 para abrigar uma seleção. “É uma coisa natural e um processo a ser construído. Há proximidade que Londrina tem do MERCOSUL, de sedes como Curitiba, São Paulo e Porto Alegre. É natural que grandes seleções queriam ficar em Londrina”, afirmou.

Gomyde abordou outras vantagens da cidade para ser uma subsede da Copa. “Pela sua punjança, seu parque hoteleiro, centros de treinamentos. Estamos muito atentos. Isto representa um aporte muito grande para a economia de qualquer cidade. Uma seleção de grande porte atrai muitos turistas que consomem na cidade”, destacou.

Ele ainda falou papel do prefeito Barbosa Neto nesta ação. “Ele já conversou comigo, conversou com o ministro Orlando Silva sobre a necessidade que pelos menos uma seleção se baseie na cidade. O prefeito tem nos cobrado para que não deixe esta oportunidade escapar”,

A declarações do assessor do Ministério do Esporte, Ricardo Gomyde, foram emitidas durante entrevista a imprensa ocorrida após a cerimônia de liberação de recursos na ordem de R$ 2 milhões do ministério para Londrina. R$ 1,9 milhão para uma Praça da Juventude e R$ 100 mil para o ginásio do Moringão.

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