11:44

Convite

Postado por Marcio Sanches |


08:38

PCdoB decide pela formação de comitês populares pró-Dilma

Postado por Marcio Sanches |

A Comissão Política Estadual do PCdoB do Paraná se reuniu no sábado, 15 de maio em Curitiba. Foi discutido o quadro político e as eleições de outubro. Diante da indefinição em relação à candidatura a governador no campo progressista, o Partido decidiu se adiantar e está propondo a criação de Comitês Populares pró-Dilma nos municípios.

Participarão dos Comitês, os partidos da base do Governo Lula, entidades do movimento social, sindicatos, centrais sindicais, etc.

Segundo Milton Alves, o PCdoB defende a construção de um amplo palanque para sustentação da Candidatura Dilma no Paraná. “O que está em jogo é a disputa entre dois projetos antagônicos, o neoliberal contra o popular” disse Milton.

A reunião de Comissão Política também aprovou os critérios para as convenções eleitorais, que devem ser realizadas nos municípios e que elegerão os delegados à convenção eleitoral estadual, que será em 27 de junho.

Leia abaixo, a íntegra da resolução aprovada na reunião:

Resolução da Comissão Política do Comitê Estadual sobre o quadro político e o projeto eleitoral do PCdoB-PR

A) Conjuntura e projeto político do PCdoB

I. O mundo novamente é sacudido pelo espectro da crise capitalista. Agora o epicentro da crise sistêmica se deslocou para a velha Europa. A Grécia quebrou e mergulhou em grave crise econômica e social. Países como Espanha, Portugal e Irlanda atravessam tremendas dificuldades econômicas, endividados e forçados a recorrerem às velhas receitas ortodoxas do grande capital financeiro. Ou seja, recessão, redução de salários e aposentadorias, privatizações – despejando sobre os trabalhadores desses países o ônus da crise. A crise contagiou todo o velho continente. Tanto que se organizou uma espécie de FMI europeu, coordenado por bancos da Alemanha. A ordem é salvam-se os banqueiros;

II. Novamente, é revelado o impasse civilizatório da Humanidade. O sistema capitalista a cada crise adota um remédio em doses cada vez mais amargas, e que, ao mesmo tempo, debilita o próprio corpo do sistema. No entanto, não se coloca no momento uma alternativa viável de superação. Os dramas sociais, econômicos e ambientais se avolumam ao lado de imensas possibilidades científicas e produtivas;

III. È necessário ressaltar que os países chamados emergentes ou as novas potências estão se firmando como pólos dinâmicos da economia mundial, disputando novos espaços de hegemonia na atual geopolítica mundial. Neste quadro se situa o Brasil.

IV. O contexto político, econômico e social do país será marcado pela disputa de rumos e projetos, configurados na disputa eleitoral de 2010. As candidaturas de Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) representam forças políticas e sociais distintas e determinados projetos de país.

V. Para os comunistas, no atual estágio de acumulação de forças, a luta por um novo projeto nacional de desenvolvimento passa por uma nova vitória das forças que sustentaram o exitoso governo do Presidente Lula. Um período onde avançou a democracia, afirmou-se uma política externa independente, de busca de integração regional e foi executado um conjunto de programas sociais para amplas camadas do povo. Ao lado destas e outras conquistas, prevalece ainda uma política econômica híbrida que conjuga elementos desenvolvimentistas com elementos ortodoxo-liberais, o que freia um desenvolvimento mais acelerado do país. Porém foram lançadas as bases e as condições para uma etapa sustentada de desenvolvimento econômico e social do país;

VI. As forças conservadoras e neoliberais, aglutinadas pelo PSDB, DEM e PPS, e a grande mídia, lutam de forma desesperada para retomar o governo da República, procurando confundir e dividir as forças populares e relativizando os êxitos alcançados pelo governo de Lula. Serra, o candidato do tucanato, procura esconder a sua real face e se apresenta como o “pós-Lula” elogiando determinados êxitos e tentando desqualificar a pré-candidata do PT;

VII . O PCdoB não medirá esforços para assegurar uma terceira vitória do povo, elegendo o sucessor(a) de Lula. Para isso, é necessário manter a base de apoio do governo Lula (PT, PMDB e outros) além de ampliar e consolidar o núcleo de esquerda: PT, PCdoB, PSB, PDT. Também é necessário aumentar as bancadas no Senado, na Câmara Federal e conquistar governos estaduais do campo progressista e popular;

VIII. No Paraná, insistimos na defesa de um palanque unificado das forças políticas da base de sustentação do presidente Lula, isolando os conservadores do PSDB/DEM. Neste sentido, o partido adotou uma postura coerente, buscou contatos e conversações com todas as candidaturas até aqui apresentadas como possíveis candidatos da base aliada de Lula. No entanto, o quadro geral de indefinição e dispersão impede um claro posicionamento do partido quanto às candidaturas majoritárias;

IX. A retomada das conversações entre o Senador Osmar Dias (PDT) e o PT levanta novamente a possibilidade de um palanque em torno da candidatura do PDT. Já Orlando Pessuti (PMDB) se apresenta como candidatura de apoio a Dilma e mantém um forte diálogo tanto com PT e o PCdoB e demais partidos da base, porém ainda há indefinições internas dentro do PMDB. O ponto de partida para a definição dos comunistas levará em consideração a formação do palanque da Dilma no estado e o fortalecimento do projeto eleitoral do partido.

X. A Comissão Política do Comitê Estadual aponta para a necessidade da formação em todo o estado dos comitês populares em apoio a Dilma, reunindo os movimentos sociais, lideranças políticas populares e todos os setores da sociedade que defendam a continuidade do processo iniciado com a vitória de Lula em 2002. O PCdoB impulsionará uma campanha de massas como forma de defender as conquistas populares do Gov. Lula e a continuidade do ciclo mudancista no país;

XI. As diversas instâncias partidárias no último ano e meio já definiram o projeto político eleitoral do PCdoB, já em curso, e apontaram os meios e os instrumentos para lutarmos pela vitória no pleito eleitoral de outubro, exigência essencial para a expansão e a consolidação do PCdoB no Paraná. Com esse objetivo, definiu as pré-candidaturas de Ricardo Gomyde como prioritário, e a de Chico Brasileiro à Câmara Federal. Também verificamos que as condições objetivas estão dadas, colocando ao partido a necessidade de preparar as condições subjetivas para evitar a dispersão de forças, assegurando as prioridades estabelecidas, redimensionando e ajustando o projeto quando se fizer necessário e ampliando os acordos políticos, que contribuam para a sustentabilidade do projeto;

XII. Com relação aos candidatos a deputado estadual, indicamos a necessidade da definição imediata de todas as pré-candidaturas, como elemento essencial de consolidação do projeto partidário. Esforço que visa criar as condições para a conquista de uma cadeira na Assembléia Legislativa e, ao mesmo tempo, prepara os cenários para 2012, fortalecendo e projetando novas lideranças. Ressaltamos também a necessidade de Intensificarmos a mobilização do partido na denuncia da crise da corrupção na Assembleia Legislativa. A Comissão Política também decide um acompanhamento mais detido das potencialidades da eleição de um camarada para o parlamento estadual;

B) Mobilizar e estruturar o partido na campanha eleitoral

I. È essencial a mais ampla mobilização da militância partidária durante a campanha eleitoral. Aí reside uma reserva estratégica de forças para os candidatos do partido. Neste sentido, a realização das seções municipais da convenção estadual tem um papel impulsionador no projeto eleitoral dos comunistas. O período de realização das mesmas se estende a data de 10 de junho e elegem os delegados na proporção de um (1) para cada (5) cinco militantes reunidos na base para a convenção eleitoral estadual, que será realizada no dia 27 de junho em Curitiba (conforme as normas do CC e do CE e divulgadas no jornal do partido).

II. Orientamos aos Cms e aos diversos segmentos de atuação do partido o empenho na preparação e mobilização para a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) e para a Assembléia Nacional dos movimentos sociais, que se realizarão nos dias 31 de maio e 1° de junho em São Paulo.

Curitiba,15 de maio de 2010

Comissão Política do Comitê Estadual

09:27

Mensagem aos militantes e amigos do PCdoB

Postado por Marcio Sanches |


Um partido mais forte para fazer a revolução com o povo


Há 88 anos, um punhado de homens, representando algumas dezenas de lutadores, todos oriundos do anarcossindicalismo, impactados e tocados pela revolução soviética de 1917, reuniram-se em Niterói (RJ), e fundaram o Partido Comunista do Brasil – seção brasileira da 3ª internacional. Estavam ali no congresso, um jornalista, o inesquecível Astrogildo Pereira, um gráfico, um sapateiro, um alfaiate… Todos vinculados de corpo e alma à classe trabalhadora, à chama incandescente da emancipação do trabalho. Ali também começou a moderna saga dos movimentos transformadores e libertários do Brasil contemporâneo.

Daí em diante não teve luta política e social que não contou com a presença e a participação dos comunistas. Foram tantas jornadas vitoriosas e derrotadas, tantas tentativas de assalto aos céus. Tudo isso com esplendor, dignidade, mas também com fracassos, isolamento, diáspora, exílio, perseguições, cisões, heroísmo – enfim, um rosário que faz parte da nossa história, da nossa trajetória.

Hoje, o PCdoB mais maduro e consciente de seus desafios se prepara para novas jornadas, com pensamento renovado, mentalidade aberta, práticas e atitude inovadoras – sempre buscando combinar a firmeza dos princípios com a plasticidade da vida e dos novos fenômenos sociais.

O nosso maior desafio é abrir novas perspectivas para a luta transformadora; é construir um bloco histórico, com a hegemonia das massas trabalhadoras, como força motriz para a disputa pelo novo poder – a república democrática, popular e socialista dos trabalhadores e das amplas massas do povo; é combinar todas as formas de lutas, com audácia e inventividade para alcançar um novo projeto nacional de desenvolvimento; é ser amplo e radical; é ser firme e flexível; é agarrar o agora pensando no amanhã. Vida longa para todos os homens e mulheres que fazem do PCdoB uma legenda cada vez mais brasileira, patriótica e internacionalista.


Milton Alves

Presidente estadual do PCdoB


Curitiba, 25 de março de 2010

08:50

Nota oficial do PCdoB do Paraná

Postado por Marcio Sanches |

Sobre às denúncias que envolvem a Assembléia Legislativa do Estado do Paraná

Nós paranaenses estamos assistindo ao desvelamento de práticas condenáveis campeando soltas em pleno Parlamento estadual, com denúncias de desvio de dinheiro público sob o olhar complacente de quem dirige esse Poder.

Sequer está resolvida a crise ético-política que derrubou o governador Arruda do DF e logo somos apresentados a outro escândalo assemelhado em nosso próprio Estado, envolvendo representantes eleitos e funcionários da Assembléia Legislativa.

As irregularidades hoje divulgadas sobre a AL já eram objeto de denúncias há muitos anos, sem tomada de providências por parte de sua Mesa Diretora. Agora – quando tais denúncias vêm a público, gerando forte indignação – é que o Presidente da Mesa, dep. Nelson Justus, anuncia a abertura de sindicância? Isso dá direito a qualquer um de levantar suspeição sobre a credibilidade da Mesa Diretora para levar a cabo uma investigação completa e isenta que conduza à identificação e punição de culpados.

Por isto, defendemos que se constitua uma Comissão Pluripartidária representativa do espectro político do Estado, para fazer acompanhamento da sindicância aberta pela Mesa da AL.
Ao mesmo tempo, partidos e entidades dos movimentos sociais devem aglutinar-se, conclamando a população paranaense a manifestar, de variados modos, seu repúdio à falta de ética, à corrupção e à picaretagem política.

Neste sentido se empenhará o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), para que um dos pilares da democracia representativa, o parlamento, seja efetivamente uma decente Casa do Povo do Paraná.

Curitiba, 18 de março de 2010.

Comitê Estadual do PCdoB

04:38

PCdoB-PR

Postado por Marcio Sanches |

PCdoB-PR debate projeto eleitoral e define ação política

No último sábado(27), em Curitiba, a Comissão Política do Comitê Estadual analisou o quadro político em curso no estado e definiu um conjunto de iniciativas políticas. Além disso, foi debatido o projeto eleitoral do partido. A reunião também aprovou o plano de gestão do Comitê Estadual para a biênio 2009/2011.

Segundo Milton Alves, presidente estadual do partido, “a reunião definiu a nossa conduta política, no sentido de fortalecer no estado o campo do presidente Lula. Por isso vamos ampliar a interlocução com as lideranças e partidos que buscam o mesmo objetivo”. O dirigente assinalou ainda “que no momento é necessário reforçar o projeto eleitoral do partido, intensificando a mobilização da militância e a busca de apoios e aliados”.A reunião definiu um calendário de encontros regionais do partido que tem inicio no próximo sábado, dia 6 de março. Acompanhe resolução a seguir.

Resolução da Comissão Política do Comitê Estadual sobre o quadro político e o projeto eleitoral do PCdoB no Paraná

A Comissão Política em reunião no dia 27 de fevereiro em Curitiba deliberou:

A) Contexto político

I. O 12º Congresso do Partido apontou como objetivo imediato a continuidade e o aprofundamento do ciclo progressista aberto em 2002, com a vitória do Presidente Lula. O Congresso aprovou também um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento como fundamento programático para um salto de qualidade no desenvolvimento econômico-social do Brasil.

II. Neste período aprofundou-se a democracia, afirmou-se uma política externa independente, de busca de integração regional e foi implementado um conjunto de programas sociais para amplas camadas do povo. Ao lado destas e outras conquistas, prevalece ainda uma política econômica híbrida que conjuga elementos desenvolvimentistas com elementos ortodoxo-liberais, o que freia um desenvolvimento mais acelerado do país;

III. Os anos do neoliberalismo atrasaram em muito o desenvolvimento do país. As forças conservadoras e neoliberais, aglutinadas pelo PSDB, DEM e PPS, e a grande mídia, lutam de forma desesperada para retomar o governo da República, procurando confundir e dividir as forças populares e relativizando os êxitos alcançados pelo governo de Lula;

IV. O PCdoB não medirá esforços para assegurar uma terceira vitória do povo, elegendo o sucessor(a) de Lula. Para isso, é necessário manter a base de apoio do governo Lula (PT, PMDB e outros) além de ampliar e consolidar o núcleo de esquerda: PT, PCdoB, PSB, PDT. Também é necessário aumentar as bancadas no Senado, na Câmara Federal e conquistar governos estaduais do campo progressista e popular;

V. No Paraná, defendemos um palanque unificado das forças políticas da base de sustentação do presidente Lula, isolando os conservadores do PSDB/DEM. Neste sentido, manteremos conversações visando concretizar esse caminho com as candidaturas até aqui apresentadas, que são a de Orlando Pessuti (PMDB), Osmar Dias(PDT) e com o Partido dos Trabalhadores(PT). Também apresentaremos uma plataforma eleitoral contendo a defesa e o aprofundamento da democracia (conselhos, conferências, diálogo do governo com os movimentos sociais); de fortalecimento dos serviços e empresas públicas, a realização de concursos públicos, como forma de eliminar as terceirizações; a expansão dos programas sociais no estado (leite das crianças, luz fraterna, programas de geração de renda e entre outros); o fortalecimento da TV Educativa e a manutenção da política do salário mínimo regional; e a adoção de uma política estratégica de desenvolvimento econômico e social do estado.

B) Projeto político-eleitoral do PCdoB no Paraná

I. A Conferência Estadual do Partido do 12º Congresso referendou o projeto político eleitoral em curso e apontou os meios e instrumentos para lutarmos pela vitória no pleito eleitoral de outubro, exigência essencial para a expansão e a consolidação do PCdoB no Paraná. Com esse objetivo, definiu as pré-candidaturas de Ricardo Gomyde como prioritário, e a de Chico Brasileiro à Câmara Federal;

II. O fundamental é que as condições objetivas estão dadas, colocando ao partido a necessidade de preparar as condições subjetivas para evitar a dispersão de forças, assegurando as prioridades estabelecidas, ampliando os acordos políticos e viabilizando a sustentabilidade do projeto;

III. Com relação à nominata de candidatos a deputado estadual, indicamos a necessidade de reforçar as candidaturas, lançando camaradas pela legenda em todas as regiões do estado, buscando criar condições para conquistar de uma cadeira na Assembléia Legislativa, ao mesmo tempo preparar cenários para 2012 e alavancar as candidaturas a deputado federal do Partido.

C) Mobilização social e popular

I. È essencial a mais ampla mobilização dos movimentos populares e sociais durante o ano de 2010, como forma de assegurar um maior protagonismo popular na disputa de rumos do país e a sustentação das demandas sociais, politizando e organizando as diversas camadas de trabalhadores e do povo;

II. Neste sentido, os comunistas impulsionarão com toda energia a preparação e a realização da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) e da Assembléia Nacional dos movimentos sociais;

Por fim, um resultado vitorioso do projeto político do PCdoB em 2010 contribui sobremaneira para o processo de acumulação de forças dos comunistas, abrindo novas perspectivas políticas e capacitando mais ainda o partido para a disputa por uma hegemonia transformadora na sociedade.

Curitiba, 27 de fevereiro de 2010

A Comissão Política do Comitê Estadual

04:14

MODERNIDADE – MUNDO URBANO

Postado por Marcio Sanches |

Artigo de Joel Benin*

Tentando compreender a evolução do mundo urbano, podemos identificar, na leitura de alguns autores, dos séculos XIX e XX, quando estes autores percebem que para alguns o modernismo poder ser algo relacionado a aspectos do espírito e mantém relação direta com o mundo intelectual e artístico ou fala-se em modernização que, para muitos, é a capacidade do homem de desenvolver a sociedade do ponto de vista material, econômico e político. Para Baudelaire, por exemplo, era necessário que o homem tivesse a capacidade de captar a aparência e o sentimento de sua própria era.

A cidade moderna e suas ruas apresentavam novos desafios, misturando novidades, incertezas e um certo movimento caótico mas, ao mesmo tempo, a cidade moderna, como mostra Baudelaire, desencadeia novas formas de liberdade criando oportunidades de novas experiências, possíveis de serem vividas pelas novas massas urbanas.

Para Clóvis Gruner e Luiz Carlos Cereza , no texto “As tramas da ficção”, a experiência da modernidade está diretamente relacionada com a vida urbana. Sobre isso afirmam:

A experiência da modernidade é essencialmente urbana. Razão pela qual a cidade constitui-se, principalmente ao longo do século XIX, paisagem privilegiada da vida moderna. Cenário de experiências, palco de inflexões, a cidade do século XIX seria o espaço por excelência da realização da utopia moderna: ela representa, a um só tempo, a possibilidade de desnaturalização e de fabricação de vida.(GRUNER; CEREZA In GRUNER; DENIPOTI, 2008, p. 149)

Para ler a íntegra do arquivo, clique aqui – Modernidade.

14:22

Nota de esclarecimento à imprensa

Postado por Marcio Sanches |

Hoje em entrevista ao blog de Ronaldo Nezo (Maringá) e reproduzido em outros blogs da capital, o prefeito de Curitiba Beto Richa (PSDB), declarou que o PCdoB, manteve contatos em busca de uma aliança em apoio a sua candidatura.

Tal declaração não procede e não se sustenta em fatos reais. É mais uma especulação ou talvez má fé do candidato tucano.

Reafirmo mais uma vez, o PCdoB é um partido que batalha e constrói um campo político, alinhado às causas populares e democráticas situado no pólo oposto ao tucanato neoliberal. Portanto, fora do espectro de alianças dos comunistas.

Reuniões e contatos institucionais são naturais, uma praxe das relações democráticas, confundir isso com apoio e no mínimo primarismo político.

Milton Alves
Presidente Estadual do PCdoB

Curitiba, 23 de fevereiro de 2010

04:24

1962: a vitória dos princípios

Postado por Marcio Sanches |


“Recordar o 18 de fevereiro de 1962 é, do ponto de vista revolucionário, dele extrair ensinamentos cuja permanência possa iluminar os caminhos da atualidade”. Assim o jornalista Luiz Manfredini* define e data, comemorada nesta quinta-feira, em artigo inédito que o Partido Vivo publica a seguir.

“(...) um partido que mantém sua identidade comunista,seu caráter de classe de partido dos trabalhadores,portador de uma base teórica sólida, o socialismo científico...”. Tese consagrada no XII Congresso do PCdoB (dezembro, 2009)

A reorganização do Partido Comunista do Brasil, em fevereiro de 1962, é dos fatos mais marcantes da história do PCdoB, talvez o mais significativo depois da sua fundação, em 25 de março de 1922. João Amazonas, que liderou a reorganização e tornou-se o principal construtor e ideólogo do partido, diria, 25 anos depois, que a “data assinalou a defesa da antiga organização revolucionária do proletariado que lutava pelo socialismo, ameaçada de liquidação pelos oportunistas e registrava, ao mesmo tempo, o início de uma nova etapa na vida do Partido”.

Algumas dezenas – não muitas – de quadros e militantes comunistas de São Paulo, Guanabara (Rio de Janeiro), Espírito Santo e Rio Grande do Sul instalaram, em 18 de fevereiro de 1962, em São Paulo, a V Conferência Nacional Extraordinária do PCdoB. A dimensão do encontro está em que marcou a completa ruptura do grupo de comunistas liderado, entre outros, por João Amazonas, Pedro Pomar, Maurício Grabois, Carlos Danieli, Ângelo Arroyo e Lincoln Oest, com a ala majoritária capitaneada por Luiz Carlos Prestes. No ano anterior, a corrente prestista tomara a decisão – exclusiva de um congresso – de alterar o nome do partido (de Partido Comunista do Brasil para Partido Comunista Brasileiro) e subtrair de seu programa questões essenciais de modo a facilitar a legalização e o registro na Justiça Eleitoral.

A conferência aprovou um manifesto-programa que traçava nova linha política para o partido, decidiu r eeditar o jornal A Classe Operária, antigo órgão central que tivera sua publicação suspensa, e elegeu um novo Comitê Central. Estava coroado um longo, muitas vezes penoso processo de luta ideológica iniciado cinco anos antes, a partir das repercussões do XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) e da ascensão de Nikita Kruchov à liderança da URSS.

A pretexto de criticar o culto à personalidade de J. Stálin (que, de fato, houve), Kruchov e seu grupo formularam um corpo de ideias avesso ao essencial do marxismo-leninismo, um programa de fundo reformista e conciliador que, entre outras teses, propugnava, em plena guerra fria, pela amistosa cooperação com os Estados Unidos (em óbvia deformação do conceito leninista de coexistência pacífica entre diferentes regimes sociais), pela transição sem rupturas do capitalismo ao socialismo e pela descaracterização da natureza de classe do partido revolucionário e do estado socialista. Em outras palavras: disseminava ilusões e, com isso, deixava o proletariado e seus aliados de mãos atadas em sua luta libertadora. O chamado kruchovismo alastrou-se pelo movimento comunista mundial, incluindo o Partido Comunista do Brasil, então hegemonizado por Luiz Carlos Prestes.

Nova orientação

Em março de 1958, pouco mais de seis meses após o XX Congresso do PCUS, o Comitê Central do PCB (sigla do Partido Comunista do Brasil desde sua fundação), sob hegemonia prestista, aprovou nova orientação política, que ficou conhecida como a Declaração de Março de 1958. Ali estavam registradas as ideias centrais que alimentariam intensa e extensa luta ideológica nas fileiras partidárias e provocariam a reorganização do par tido quatro anos depois. Uma “linha oportunista de direita”, escreveria Maurício Grabois num artigo que se tornou emblemático: Duas concepções, duas orientações políticas.

Segundo Grabois, a Declaração idealizava a burguesia, julgando-a capaz de defender consequentemente os interesses da Nação e, desse modo, subordinava a ela o proletariado e seus aliados na perspectiva de uma revolução essencialmente nacional, em detrimento de objetivos sociais e democráticos e de uma perspectiva verdadeiramente revolucionária rumo ao socialismo.

Para Grabois, a Declaração considerava a democracia como inerente ao capitalismo e, a bordo de uma “tática gradualista, evolucionista”, imaginava a chegada ao poder das forças revolucionárias “através da acumulação de reformas profundas e consequentes na estrutura econômica e nas instituições políticas”. Tais concepções, garantia o histórico dirigente, levavam à “negação da luta revolucionária”.

O V Congresso, em 1960, não obstante a enxurrada de críticas proveniente das bases e das direções intermediárias do partido, que condenavam a inclinação reformista, ratificou a Declaração de Março de 1958. E mais: excluiu do Comitê Central 12 dos seus 25 membros efetivos e vários suplentes, todos críticos da nova orientação. Mas o conflito interno entre reformistas e revolucionários atingiu seu ponto de fervura no ano seguinte. Na edição de 11 de agosto de 1961 do semanário Novos Rumos, são publicados o programa e os estatutos do partido, agora denominado Partido Comunista Brasileiro, mantendo a sigla história do Partido Comunista do Brasil, PCB. A reação dos revolucionários foi salvar o histórico partido de 1922, herdeiro do marxismo-leninismo, fiel ao proletariado e ao socialismo. A reorganização ocorreria exatos seis meses depois, com a realização da V Conferência Nacional Extraordinária do PCB. A sigl a PCdoB surgiria um pouco mais tarde para melhor vincar as diferenças com o partido reformista.

Memória e identidade

A evocação da data – não só desta, mas de outras datas emblemáticas da trajetória do partido – não se prende a alguma obrigação protocolar ou a um apego ou lembrança saudosa do passado, tampouco à ruminação de mágoas eventuais, mas à necessidade do permanente, sistemático e irrenunciável fortalecimento da identidade comunista. Identidade sem a qual a coesão interna se corrói e o rumo se desvanece, e para a qual não basta a adesão coletiva a um projeto político em curso (embora isso seja decisivo). Identidade que se alimenta e se robustece com o que a memória é capaz de fornecer, a memória que repassa o percurso do pensamento e da ação partidários, suas vitórias e derrotas e as lições que oferecem, o colossal patrimônio simbólico de um partido, como o PCdoB, cuja existência influente na história política do Brasil cobre quase todo o século XX.

Recordar o 18 de fevereiro de 1962 é, do ponto de vista revolucionário, dele extrair ensinamentos cuja permanência possa iluminar os caminhos da atualidade. Em fevereiro de 1987, ao lembrar os 25 anos da reorganização, João Amazonas indagava: “Por que o partido venceu?”. Ele próprio respondia:
“Antes de tudo pela justeza de sua orientação política e pela fidelidade ao marxismo-leninismo, (...) por saber interpretar, em diferentes momentos, o sentimento das grandes massas populares, traduzir em termos políticos o que pensava a maioria do povo, (...) porque esteve sempre em ação, buscando o contato com as massas e com as diversas correntes políticas, visando a luta e a mobilização popular, (...) porque p�?s em prática os ensinamentos leninistas de que na luta concreta é necessário ter sempre um aliado de massas, (...) por compreender que outras forças revolucionár ias poderiam emergir de organizações não-comunistas, atraídas e somadas ao partido da classe operária (...) e o partido venceu (...) [também] por haver contado com o apoio do movimento comunista internacional (..)”.

Princípios, sempre

Da mesma forma que em 1962, 30 anos depois o partido também navegou sob outra tempestade, a da derrota socialista no Leste europeu, do fim da União Soviética e da posterior ofensiva do capital em todo o mundo. Não mudou de nome, cor e símbolos, não renunciou aos princípios, não capitulou. Ao contrário, realizou – ou melhor, iniciou – ampla, profunda e corajosa reflexão crítica sobre os erros e acertos das experiências socialistas pioneiras do século XX. Tudo para requalificar o projeto socialista, não para renegá-lo.

A contemporaneidade coloca o partido diante de novas circunstâncias do desenvolvimento do capitalismo, da revolução, da construção socialista e da p ermanente (e dialética) atualização do marxismo-leninismo. Há sendas novas a considerar na trajetória transformadora dos trabalhadores e do povo.

Recordo-me aqui – e reproduzo – trecho da minha intervenção no recente XII Congresso do Partido:

“O informe do camarada Renato Rabelo alentadoramente nos indica que o Partido enfrentará os desafios da luta pelo socialismo no Brasil consciente dos riscos de uma caminhada singular, mas também – e, sobretudo – de suas potencialidades revolucionárias. E disposto a fazê-lo como partido comunista, marxista-leninista, revolucionário, formulador e implementador de um programa político ajustado ao objetivo estrutural e estratégico da classe operária e dos trabalhadores do Brasil, ou seja, o socialismo científico com fisionomia brasileira”.

E concluía:

“Assim, não nos perderemos no lusco-fusco das sombras e luzes – mais sombras que luzes que marcam – nas profét icas palavras de João Amazonas – os primeiros tempos do século presente”.

Como na corajosa luta de reorganização partidária iniciada em 18 de fevereiro de 1962.


*Luiz Manfredini é jornalista e escritor, autor de As moças de Minas, representante da Fundação Maurício Grabois no Paraná e membro da Comissão Política do PCdoB no Estado.



14:29

Os garis e a República

Postado por Marcio Sanches |

Foto: Wilton Junior/Agência Estado

Por Milton Alves*

Terminado o carnaval começa, de fato, o ano de 2010, assim dizem muitos. Deixados de lado, os suntuosos desfiles das escolas de samba, os agitados bailes momescos, e as fantasias, chega o momento da realidade, a batalha do dia-a-dia. O rame-rame da rotina e do cotidiano. No entanto, aproveito o espaço aqui generosamente me concedido para registrar um episódio bastante divulgado pela mídia durante o carnaval, que foi a dança, ou melhor, a "sambada" da ministra Chefe da Casa Cívil e pré-candidata do PT à presidência da República Dilma Roussef com um gari no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. E olha que a ministra até que mandou bem...
Falo disso, porque o gesto de Dilma é bastante simbólico e revela um "fair play", que surpreendeu a muita gente. Novamente, são os garis, como são conhecidos os trabalhadores da limpeza urbana, que protagonizaram mais uma cena de grande repercussão midiática. Embora em situações e contextos diferentes, ambos episódios são reveladores de atitudes e gestos com relação ao povo, aos trabalhadores mais humildes.

Recordo: Um foi o estúpido e preconceituoso comentário feito pelo jornalista Boris Casoy em pleno telejornal da Rede Bandeirantes de Televisão, onde desancou os garis, revelando o seu arraigado preconceito classista, talvez expressando rudemente o sentimento de horror de determinados setores dominantes e conservadores às classes populares. Já o gesto de Dilma vai no sentido oposto. Ao compartilhar passos de samba com um gari revelou metaforicamente o desejo de congraçamento, de pertencimento, uma busca pela identificação.

O fato em sí, ocorrido numa festa que ressalta as nossas origens, deixa latente no imaginário popular o desejo de um maior acercamento do povo ao poder, à República - como caminho a ser percorrido para assegurar mais e maiores conquistas, iniciadas ainda timidamente por Lula, mas que, seguramente, abriram os clarões para um Brasil emancipado, mais justo e democrático.

* É presidente do PCdoB do Paraná e membro do Comitê Central

08:28

Saravá PCdoB !

Postado por Marcio Sanches |


Milton Alves*

O 12º Congresso Nacional do Partido Comunista do Brasil – PCdoB encerrado há pouco mais de uma semana, em São Paulo, concluiu um amplo e profundo processo de elaboração coletiva sobre o rumo estratégico do partido, consolidado na aprovação do novo programa socialista. Também definiu com argúcia um caminho tático, sintetizado na plataforma de um novo projeto nacional de desenvolvimento, fórmula possível e realista de combinar os objetivos estratégicos com as diversas etapas das lutas políticas e sociais em curso no Brasil.

É necessário registrar que nas diversas fases congressuais foram mobilizados mais de cem mil militantes e que envolveu outros segmentos políticos e intelectuais de fora do partido nos debates. Um feito considerável, que reforça a identidade partidária e a vocação de uma militância inserida na disputa de rumos que ocorre no país.

O mais importante de todo esse rico e fecundo processo, no entanto, foi o encontro do pensamento do partido, baseado no marxismo, com o pensamento mais avançado produzido no país. Trata-se de um esforço teórico e político para construir uma via nacional, autenticamente brasileira, para o socialismo. Talvez esse foi o sentido mais profundo do 12º congresso do partido. Ao buscarmos referências nos estudos e analises da realidade brasileira elaborados por pensadores da envergadura de um Celso Furtado, Caio Prado Jr, Darci Ribeiro, entre outros, moldamos um pensamento genuinamente nacional e ancoramos o mesmo numa estratégia marxista para alcançarmos um novo salto civilizatório, condição indispensável para a transição rumo ao Brasil emancipado e socialista.

Além disso, o novo programa socialista faz um vigoroso recorte do itinerário das lutas do povo e da nação brasileira, deitando por terra um certo tipo de pensamento esquemático proveniente de certos setores da academia, onde tudo na história do Brasil foi resultado de acordos, acertos e arranjos “por cima” das elites, sem a presença do protagonismo do povo brasileiro ou na maioria dos casos participando “na condição de massa de manobra” ou expectador passivo, reduzindo a epopéia original da construção da jovem nação brasileira, que enfrentou um longo e penoso percurso para afirmar seu destino de país independente, num território continental e com uma população de língua única, mestiça e generosa, qualidades que segundo ensinava o mestre Darci Ribeiro transformava a civilização brasileira numa espécie de “uma nova Roma Tropical”.


Portanto, com base no novo programa abrimos poderosas janelas de interlocução com o que de melhor reuniu e produziu a inteligência brasileira, o que nos capacita para a “longa marcha” pela emancipação nacional e social do Brasil e da nossa gente.

Com otimismo renovado e vigor militante vamos levar a mensagem emancipadora e libertária do novo programa dos comunistas brasileiros ao Brasil profundo.

Um grande saravá aos comunistas de todo país! Saravá PCdoB!!!

*Presidente do PCdoB-PR e membro do Comitê Central

10:27

O rumo é socialista

Postado por Marcio Sanches |




Luiz Manfredini *



O 12° Congresso do PCdoB, realizado no início do mês em São Paulo, foi o estuário de uma construção coletiva sobre os caminhos da revolução brasileira, a rota a percorrer daqui até o início da construção socialista.




Esta foi, digamos, a novidade oferecida pelo congresso. Até então, as elaborações a respeito ainda eram tímidas, genéricas demais, embora o PCdoB, desde 1995, tenha apresentado à Nação um programa socialista e trabalhado fortemente em sua aplicação às circunstâncias brasileiras.




Mas, a meu ver, o essencial do congresso foi a reafirmação do rumo socialista. Isso não é pouco no mundo atual e o PCdoB o fez, lúcido e categórico. Os caminhos a percorrer decorrem desse rumo, bússola a evitar descaminhos e hesitações.




Tratei desse assunto em minha modesta e breve intervenção no congresso, preocupado com o que me parece o essencial em nossa caminhada: a luz da estratégia iluminando a tática para que não nos percamos nas armadilhas da luta de classes.Por querer compartilhar tais idéias com mais pessoas que os 1.076 delegados ao congresso, resolvi ocupar o espaço de hoje da coluna com a íntegra da intervenção, que segue abaixo.




“Camaradas!




Há, entre este congresso e o 8°, de 1992, visíveis semelhanças pelas dimensões estratégicas que encerram.




No 8°, o partido foi tangido a refletir criticamente sobre a derrota do socialismo no Leste europeu. E o fez não só com coragem, mas também com tirocínio e profundidade. Promoveu ajustes teóricos importantes. Negou paradigmas anteriormente estabelecidos, a começar pela idéia de modelo único de socialismo.




Sem modelos, criamos para nós outro desafio: dar conta das singularidades da revolução em nosso País, construir uma alternativa de socialismo com feição brasileira. Este é,m fundamentalmente, o desafio contemporâneo enfrentado pelo 12° Congresso.




O VIII congresso enfrentou a crise do socialismo com lucidez teórica, maturidade política e firmeza ideológica, reafirmando o projeto socialista, consciente dos erros e deficiências das experiências inaugurais. E o fez sem mudar de nome, cor e símbolos, como insinuavam alguns.




O informe do camarada Renato Rabelo alentadoramente nos indica que o Partido enfrentará os desafios da luta pelo socialismo no Brasil consciente dos ricos de uma caminhada singular, mas também – e sobretudo – de suas potencialidades revolucionárias. E disposto a fazê-lo como partido comunista, marxista-leninista, revolucionário, formulador e implementador de um programa político ajustado ao objetivo estrutural e estratégico da classe operária e dos trabalhadores do Brasil, ou seja, o socialismo científico com fisionomia brasileira.




Este é, a meu ver, um aspecto fundamental – e determinante – dos nossos debates. O restante são derivações. Importantes, mas derivações. Um aspecto reforçado pela enfática reafirmação da nossa identidade presente no informe do Renato.




E é com essa inteireza política e teórico-ideológica que, no contesto do XII Congresso, reafirmamos o rumo socialista e o caminho. A equação é essa: rumo, caminho e instrumento. Nessa ordem. Porque é o rumo que faz o caminho; caminho sem rumo é descaminho. E rumo e caminho sem o instrumento de sua concretização são palavras ocas soltas ao vento.




Assim, não nos perderemos no lusco-fusco das sombras e luzes (mais sombras que luzes) que marcam – nas proféticas palavras de João Amazonas – os primeiros tempos do século presente.




Este é, camaradas, o mais legítimo e enfático tributo que poderemos prestar ao homenageado do nosso 12° Congresso: o grande e inimitável povo brasileiro”. ,




* Jornalista e escritor paranaense, autor de "As moças de Minas" e "Memória de Neblina" e membro da direção Estadual do PCdoB-PR


07:35

Direção Estadual do PCdoB

Postado por Marcio Sanches |

Londrina aumenta sua participação na Direção Estadual

Os comunistas de Londrina aumentaram a sua representação na Direção Estadual para o biênio 2009/11. Na Conferência Estadual, realizada neste final de semana, em Curitiba, Londrina aumentou uma representação no colegiado estadual. Foram reeleitos o jornalista José Otávio e a educadora Heloisa Botelho. As novidades foram às eleições do dirigente da Confederação Nacional de Associação de Moradores (Conam), Joel Tadeu e do dirigente municipal do Partido, Márcio Sanches.

O jornalista José Otávio e o profissional de marketing, Márcio Sanches, respectivamente titular e suplente, também foram eleitos delegados para a etapa nacional do 12º Congresso do PCdoB, além da representante da Conam, Neuzinha Santos também foi eleita delegada titular para o congresso nacional.

19:04

Conferência Estadual do PCdoB

Postado por Marcio Sanches |




Neste final de semana, em Curitiba, acontece a etapa estadual do 12º Congresso do PCdoB. Os comunistas londrinenses estarão representados pelos seguintes camaradas:

01) José Otávio
02) Heloisa Botelho
03) Cézar Bueno
04) Márcio Sanches
05) Neide Ferreira
06) Neuzinha (Unimol)
07) Joel Tadeu
08) Marcelo Pinhatari
09) Gerson Navarro

Boa sorte e feliz representação a todos!

Mais de 800 pessoas reuniram-se no clube Círculo Militar em Curitiba para o evento que empossou o paranaense Ricardo Gomyde como assessor especial do Ministro do Esporte. Lideranças políticas das mais variadas regiões do Paraná discursaram sobre a importância para o Estado do papel de Gomyde no ministério. Entidades como o Conselho de Educação Física do Pr, a Central de Trabalhadores do Brasil - CTB, AMUNORPI - Associação de Prefeitos do Norte Pioneiro, Federação Paranaense de Futebol, além de uma infinidade de ligas e federações esportivas revezavam-se nos discursos. O secretário-executivo do ministério Wadson Ribeiro, que representou o ministro Orlando Silva, disse que "estamos emprestando o Gomyde para um trabalho nacional. O Paraná cede ao Brasil um importante negociador do mundial FIFA 2014". Para a presidente estadual do PT, Gleisi Hoffman, "Ricardo Gomyde é excelente articulador e sabe como reunir amplos setores nessa luta que é de todos nós! Tem, como eu, a experiência do movimento estudantil. Será muito importante na equipe do presidente LULA". O prefeito de Curitiba Beto Richa disse a todos que " com o Gomyde em Brasília, Curitiba será a melhor sede da Copa 2014. O Ricardo será fundamental para assegurarmos os investimentos que Curitiba precisa". O deputado do PMDB Cleiton Kielse ressaltou a importância de Gomyde para o esporte do Paraná. "com certeza o grande trabalho de Gomyde à frente da Paraná Esporte abriu caminho para que fosse nomeado para cargo tão importante". Para o prefeito de Londrina Barbosa Neto, "é o momento de, não só consolidar Curitiba como sede, mas também assegurar subsedes para o interior. Londrina se coloca para receber seleções importantes. Sei que o Gomyde nos ajudará nisso".
"Ricardo Gomyde fará a diferença em Brasília. É meu amigo e tenho certeza que o Paraná e o Brasil ganharão muito com essa nomeação", discursou o deputado federal Ratinho Júnior, presidente estadual do PSC. Já o presidente da Federação Paranaense de Futebol Hélio Curi não escondeu sua empolgação. " Quem conhece o Ricardo Gomyde já sabe que a Copa será um sucesso!" Chamou a atenção também o pronunciamento do presidente do PCdoB Miltom Alves: " o Gomyde conta com nossa confiança. Exatamente por isso temos aqui o conjunto partidário a participar deste evento. Toda força a você, Ricardo, nessa nova empreitada!". Para Gomyde, ser empossado em evento tão prestigiado "...aumenta a responsabilidade. As lideranças aqui presentes, mais de 30 prefeitos (entre eles os de Curitiba e Londrina ), vereadores de todas as regiões do Paraná, muitos deputados estaduais, federações, atletas, empresários, trabalhadores, demonstram que a confiança em mim é grande. Trabalharemos muito para que os objetivos sejam alcançados. Agradeço ao Ministro Orlando Silva e espero estar a altura dos desafios".

12:32

Evento de Valorização do Esporte Paranaense

Postado por Marcio Sanches |


10:09

Gomyde é nomeado assessor do ministro do Esporte

Postado por Marcio Sanches |


Uma boa notícia para o Paraná e a comunidade esportiva. A convite do presidente Luis Inácio Lula da Silva e do ministro Orlando Silva, o ex -deputado federal e ex- presidente da Paraná Esporte, Ricardo Gomyde, está atuando desde o início do mês, no gabinete do Ministro do Esporte para auxiliar nas políticas públicas esportivas de maneira geral e nas questões do futebol de maneira particular, com especial atenção para a Copa do Mundo de 2014.
Com 39 anos, Gomyde acumula a experiência de vereador de Curitiba, deputado federal e presidente da Paraná Esporte entre 2003 e 2009. Foi também vice-presidente da comissão de educação, cultura e desporto do Congresso Nacional de 1995 a 1999 e presidente do Fórum Nacional dos Gestores do Esporte.
“Me sinto muito honrado com o convite. Volto a Brasília com a convicção que atravessamos o melhor momento do esporte em nosso país. As novas legislações, a garantia da Copa 2014 e a possibilidade das Olimpíadas de 2016 abriram novo horizonte. Espero estar a altura dos desafios”, disse Gomyde.
Repercussão entre as lideranças do Paraná
A divulgação do nome de Ricardo Gomyde para assumir a assessoria especial no gabinete do ministro do esporte Orlando Silva foi recebida com muita animação pela classe política da cidade. Eles vêm em Gomyde um reforço para atrair mais visibilidade para a cidade na Copa 2014 e mais investimentos para o esporte do Estado.
O prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), comentou a escolha de Gomyde para o Ministério do Esporte. “O Gomyde tem uma trajetória de bons serviços prestados ao esporte nacional e certamente vai dar mais uma grande contribuição no Ministério do Esporte”, afirmou Richa. “Estou certo que sua experiência será muito importante para uma boa preparação do Brasil para a Copa de 2014, um dos grandes desafios que ele terá no governo federal.”O vice-governador e coordenador da Copa 2014, Orlando Pessuti, destacou a competência de Gomyde para a nova função. “Felicito o Gomyde pela escolha. Ele já tem a competência comprovada, quando passou pelo governo do Estado. Essa nomeação só fortalece a relação do estado com o ministério, principalmente no trabalho de preparação do estado para a Copa, trabalho esse que o Gomyde sempre me ajudou”, disse Pessuti.

Inscrever-se