04:24

1962: a vitória dos princípios

Postado por Marcio Sanches |


“Recordar o 18 de fevereiro de 1962 é, do ponto de vista revolucionário, dele extrair ensinamentos cuja permanência possa iluminar os caminhos da atualidade”. Assim o jornalista Luiz Manfredini* define e data, comemorada nesta quinta-feira, em artigo inédito que o Partido Vivo publica a seguir.

“(...) um partido que mantém sua identidade comunista,seu caráter de classe de partido dos trabalhadores,portador de uma base teórica sólida, o socialismo científico...”. Tese consagrada no XII Congresso do PCdoB (dezembro, 2009)

A reorganização do Partido Comunista do Brasil, em fevereiro de 1962, é dos fatos mais marcantes da história do PCdoB, talvez o mais significativo depois da sua fundação, em 25 de março de 1922. João Amazonas, que liderou a reorganização e tornou-se o principal construtor e ideólogo do partido, diria, 25 anos depois, que a “data assinalou a defesa da antiga organização revolucionária do proletariado que lutava pelo socialismo, ameaçada de liquidação pelos oportunistas e registrava, ao mesmo tempo, o início de uma nova etapa na vida do Partido”.

Algumas dezenas – não muitas – de quadros e militantes comunistas de São Paulo, Guanabara (Rio de Janeiro), Espírito Santo e Rio Grande do Sul instalaram, em 18 de fevereiro de 1962, em São Paulo, a V Conferência Nacional Extraordinária do PCdoB. A dimensão do encontro está em que marcou a completa ruptura do grupo de comunistas liderado, entre outros, por João Amazonas, Pedro Pomar, Maurício Grabois, Carlos Danieli, Ângelo Arroyo e Lincoln Oest, com a ala majoritária capitaneada por Luiz Carlos Prestes. No ano anterior, a corrente prestista tomara a decisão – exclusiva de um congresso – de alterar o nome do partido (de Partido Comunista do Brasil para Partido Comunista Brasileiro) e subtrair de seu programa questões essenciais de modo a facilitar a legalização e o registro na Justiça Eleitoral.

A conferência aprovou um manifesto-programa que traçava nova linha política para o partido, decidiu r eeditar o jornal A Classe Operária, antigo órgão central que tivera sua publicação suspensa, e elegeu um novo Comitê Central. Estava coroado um longo, muitas vezes penoso processo de luta ideológica iniciado cinco anos antes, a partir das repercussões do XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) e da ascensão de Nikita Kruchov à liderança da URSS.

A pretexto de criticar o culto à personalidade de J. Stálin (que, de fato, houve), Kruchov e seu grupo formularam um corpo de ideias avesso ao essencial do marxismo-leninismo, um programa de fundo reformista e conciliador que, entre outras teses, propugnava, em plena guerra fria, pela amistosa cooperação com os Estados Unidos (em óbvia deformação do conceito leninista de coexistência pacífica entre diferentes regimes sociais), pela transição sem rupturas do capitalismo ao socialismo e pela descaracterização da natureza de classe do partido revolucionário e do estado socialista. Em outras palavras: disseminava ilusões e, com isso, deixava o proletariado e seus aliados de mãos atadas em sua luta libertadora. O chamado kruchovismo alastrou-se pelo movimento comunista mundial, incluindo o Partido Comunista do Brasil, então hegemonizado por Luiz Carlos Prestes.

Nova orientação

Em março de 1958, pouco mais de seis meses após o XX Congresso do PCUS, o Comitê Central do PCB (sigla do Partido Comunista do Brasil desde sua fundação), sob hegemonia prestista, aprovou nova orientação política, que ficou conhecida como a Declaração de Março de 1958. Ali estavam registradas as ideias centrais que alimentariam intensa e extensa luta ideológica nas fileiras partidárias e provocariam a reorganização do par tido quatro anos depois. Uma “linha oportunista de direita”, escreveria Maurício Grabois num artigo que se tornou emblemático: Duas concepções, duas orientações políticas.

Segundo Grabois, a Declaração idealizava a burguesia, julgando-a capaz de defender consequentemente os interesses da Nação e, desse modo, subordinava a ela o proletariado e seus aliados na perspectiva de uma revolução essencialmente nacional, em detrimento de objetivos sociais e democráticos e de uma perspectiva verdadeiramente revolucionária rumo ao socialismo.

Para Grabois, a Declaração considerava a democracia como inerente ao capitalismo e, a bordo de uma “tática gradualista, evolucionista”, imaginava a chegada ao poder das forças revolucionárias “através da acumulação de reformas profundas e consequentes na estrutura econômica e nas instituições políticas”. Tais concepções, garantia o histórico dirigente, levavam à “negação da luta revolucionária”.

O V Congresso, em 1960, não obstante a enxurrada de críticas proveniente das bases e das direções intermediárias do partido, que condenavam a inclinação reformista, ratificou a Declaração de Março de 1958. E mais: excluiu do Comitê Central 12 dos seus 25 membros efetivos e vários suplentes, todos críticos da nova orientação. Mas o conflito interno entre reformistas e revolucionários atingiu seu ponto de fervura no ano seguinte. Na edição de 11 de agosto de 1961 do semanário Novos Rumos, são publicados o programa e os estatutos do partido, agora denominado Partido Comunista Brasileiro, mantendo a sigla história do Partido Comunista do Brasil, PCB. A reação dos revolucionários foi salvar o histórico partido de 1922, herdeiro do marxismo-leninismo, fiel ao proletariado e ao socialismo. A reorganização ocorreria exatos seis meses depois, com a realização da V Conferência Nacional Extraordinária do PCB. A sigl a PCdoB surgiria um pouco mais tarde para melhor vincar as diferenças com o partido reformista.

Memória e identidade

A evocação da data – não só desta, mas de outras datas emblemáticas da trajetória do partido – não se prende a alguma obrigação protocolar ou a um apego ou lembrança saudosa do passado, tampouco à ruminação de mágoas eventuais, mas à necessidade do permanente, sistemático e irrenunciável fortalecimento da identidade comunista. Identidade sem a qual a coesão interna se corrói e o rumo se desvanece, e para a qual não basta a adesão coletiva a um projeto político em curso (embora isso seja decisivo). Identidade que se alimenta e se robustece com o que a memória é capaz de fornecer, a memória que repassa o percurso do pensamento e da ação partidários, suas vitórias e derrotas e as lições que oferecem, o colossal patrimônio simbólico de um partido, como o PCdoB, cuja existência influente na história política do Brasil cobre quase todo o século XX.

Recordar o 18 de fevereiro de 1962 é, do ponto de vista revolucionário, dele extrair ensinamentos cuja permanência possa iluminar os caminhos da atualidade. Em fevereiro de 1987, ao lembrar os 25 anos da reorganização, João Amazonas indagava: “Por que o partido venceu?”. Ele próprio respondia:
“Antes de tudo pela justeza de sua orientação política e pela fidelidade ao marxismo-leninismo, (...) por saber interpretar, em diferentes momentos, o sentimento das grandes massas populares, traduzir em termos políticos o que pensava a maioria do povo, (...) porque esteve sempre em ação, buscando o contato com as massas e com as diversas correntes políticas, visando a luta e a mobilização popular, (...) porque p�?s em prática os ensinamentos leninistas de que na luta concreta é necessário ter sempre um aliado de massas, (...) por compreender que outras forças revolucionár ias poderiam emergir de organizações não-comunistas, atraídas e somadas ao partido da classe operária (...) e o partido venceu (...) [também] por haver contado com o apoio do movimento comunista internacional (..)”.

Princípios, sempre

Da mesma forma que em 1962, 30 anos depois o partido também navegou sob outra tempestade, a da derrota socialista no Leste europeu, do fim da União Soviética e da posterior ofensiva do capital em todo o mundo. Não mudou de nome, cor e símbolos, não renunciou aos princípios, não capitulou. Ao contrário, realizou – ou melhor, iniciou – ampla, profunda e corajosa reflexão crítica sobre os erros e acertos das experiências socialistas pioneiras do século XX. Tudo para requalificar o projeto socialista, não para renegá-lo.

A contemporaneidade coloca o partido diante de novas circunstâncias do desenvolvimento do capitalismo, da revolução, da construção socialista e da p ermanente (e dialética) atualização do marxismo-leninismo. Há sendas novas a considerar na trajetória transformadora dos trabalhadores e do povo.

Recordo-me aqui – e reproduzo – trecho da minha intervenção no recente XII Congresso do Partido:

“O informe do camarada Renato Rabelo alentadoramente nos indica que o Partido enfrentará os desafios da luta pelo socialismo no Brasil consciente dos riscos de uma caminhada singular, mas também – e, sobretudo – de suas potencialidades revolucionárias. E disposto a fazê-lo como partido comunista, marxista-leninista, revolucionário, formulador e implementador de um programa político ajustado ao objetivo estrutural e estratégico da classe operária e dos trabalhadores do Brasil, ou seja, o socialismo científico com fisionomia brasileira”.

E concluía:

“Assim, não nos perderemos no lusco-fusco das sombras e luzes – mais sombras que luzes que marcam – nas profét icas palavras de João Amazonas – os primeiros tempos do século presente”.

Como na corajosa luta de reorganização partidária iniciada em 18 de fevereiro de 1962.


*Luiz Manfredini é jornalista e escritor, autor de As moças de Minas, representante da Fundação Maurício Grabois no Paraná e membro da Comissão Política do PCdoB no Estado.



14:29

Os garis e a República

Postado por Marcio Sanches |

Foto: Wilton Junior/Agência Estado

Por Milton Alves*

Terminado o carnaval começa, de fato, o ano de 2010, assim dizem muitos. Deixados de lado, os suntuosos desfiles das escolas de samba, os agitados bailes momescos, e as fantasias, chega o momento da realidade, a batalha do dia-a-dia. O rame-rame da rotina e do cotidiano. No entanto, aproveito o espaço aqui generosamente me concedido para registrar um episódio bastante divulgado pela mídia durante o carnaval, que foi a dança, ou melhor, a "sambada" da ministra Chefe da Casa Cívil e pré-candidata do PT à presidência da República Dilma Roussef com um gari no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. E olha que a ministra até que mandou bem...
Falo disso, porque o gesto de Dilma é bastante simbólico e revela um "fair play", que surpreendeu a muita gente. Novamente, são os garis, como são conhecidos os trabalhadores da limpeza urbana, que protagonizaram mais uma cena de grande repercussão midiática. Embora em situações e contextos diferentes, ambos episódios são reveladores de atitudes e gestos com relação ao povo, aos trabalhadores mais humildes.

Recordo: Um foi o estúpido e preconceituoso comentário feito pelo jornalista Boris Casoy em pleno telejornal da Rede Bandeirantes de Televisão, onde desancou os garis, revelando o seu arraigado preconceito classista, talvez expressando rudemente o sentimento de horror de determinados setores dominantes e conservadores às classes populares. Já o gesto de Dilma vai no sentido oposto. Ao compartilhar passos de samba com um gari revelou metaforicamente o desejo de congraçamento, de pertencimento, uma busca pela identificação.

O fato em sí, ocorrido numa festa que ressalta as nossas origens, deixa latente no imaginário popular o desejo de um maior acercamento do povo ao poder, à República - como caminho a ser percorrido para assegurar mais e maiores conquistas, iniciadas ainda timidamente por Lula, mas que, seguramente, abriram os clarões para um Brasil emancipado, mais justo e democrático.

* É presidente do PCdoB do Paraná e membro do Comitê Central

12:34

Gomyde vem a Londrina debater “Lei de Incentivo ao Esporte”

Postado por Marcio Sanches |


Para informar a comunidade londrinense, empresários, esportistas e afins, o assessor do Ministério do Esporte, Ricardo Gomyde, promoveu em parceria com a Prefeitura de Londrina e a Fundação de Esporte (FEL), a palestra “Captação de recursos via Lei Federal de Incentivo ao Esporte”.
O assunto, que reuniu mais de 150 pessoas na última segunda-feira (dia 8), foi abordado pelo presidente da Comissão Técnica da Lei de Incentivo ao Esporte, Ricardo Capelli, que explicou o funcionamento e os procedimentos necessários para usufruir da Lei Federal nº 11.438, de 29 de dezembro de 2006.
Capelli informou que cada empresa (pessoa jurídica) pode deduzir até um por cento do valor anual de seu imposto de renda (IR) para investir na área esportiva. Em caso de pessoa física, o abatimento pode ser de até seis por cento.
Para isso, é necessário que órgãos públicos ou privados, sem fins lucrativos e dívidas com o Governo Federal, elaborem e cadastrem projetos no Ministério do Esporte, que tenham obrigatoriamente caráter esportivo e que possuam um entre três objetivos básicos: educacional; participativo; ou voltados ao esporte de alto rendimento. Cada instituição pode cadastrar até seis projetos.
Caso a comissão avaliadora aprove a proposta, seus responsáveis estarão aptos a captar os recursos de patrocinadores ou doadores, que descontam o incentivo fiscal do IR, dentro dos limites percentuais estabelecidos.
Ricardo Capelli lembrou que o abatimento do valor investido é integral e pontuou os principais empecilhos para a aprovação de projetos enviados: “muitas vezes, o solicitante não encaminha toda a documentação necessária, ou não especifica claramente o objetivo do projeto”, disse. Segundo o presidente da comissão, para cadastrar um projeto junto ao Ministério do Esporte, basta acessar o endereço http://www.esporte.gov.br/ e ir ao link “Lei de Incentivo ao Esporte”, que consta na aba “Destaques”.
Toda a legislação com a lista completa de documentos e o formulário para enviar o pedido estão presentes. “Precisamos, principalmente, que as metas do projeto sejam claras. Se é um projeto para atletas de alto rendimento, o proponente não pode colocar que ele tem cunho educacional. Se tudo estiver claro e bem detalhado, o projeto com certeza será aprovado”, reiterou Capelli.
O Ministério do Esporte pretende expandir o uso da lei. Em 2009, foram movimentados mais de R$ 100 milhões em captação de recursos para projetos amparados por ela. Para este ano, a expectativa é que seja ultrapassada a barreira dos R$ 150 milhões. “Nós temos uma margem para trabalhar com até R$ 350 milhões, portanto, ainda, há muito espaço para crescermos”, concluiu Capelli.
O assessor do Ministério do Esporte, Ricardo Gomyde, lembrou que, até o momento, Londrina praticamente não tem atletas ou empresários utilizando os benefícios fiscais. No Paraná tem experiências bem sucedidas com a Lei de Incentivo ao Esporte, como a Universidade Estadual de Maringá (UEM) que, por meio dela, conseguiu subsídios de R$ 900 mil para construção de um ginásio. “Se a empresa tiver oportunidade de investir um dinheiro que pagaria como imposto em um fim esportivo, ou social, ela vai fazê-lo, porque os reflexos do marketing social são muito positivos”, salientou Gomyde.
Para o presidente da Fundação de Esporte de Londrina (FEL), Paulo Roberto de Oliveira, esta é uma grande oportunidade de alavancar, em curto prazo, o esporte de Londrina. Para isso, o presidente da Fel planeja propagar de maneira incisiva os benefícios da lei a todos os setores da cidade, para que ela seja melhor usufruída em nosso município. “É importante envolver especialmente a classe dos contadores. Porque, se o contador de uma empresa souber como funciona a Lei de Incentivo ao Esporte, ele com certeza instruirá o dono da empresa a investir nisso”, ressaltou.

12:31

Gomyde visita Casa do Taekwondo em Londrina

Postado por Marcio Sanches |


O assessor do Ministério do Esporte, Ricardo Gomyde em companhia do presidente da Comissão Técnica da Lei de Incentivo ao Esporte, Ricardo Capelli, em agenda na última segunda-feira (dia 8), em Londrina, visitaram a nova Casa do Taekwondo, coordenada pelo presidente da Federação Paranaense de Taekwondo, Fernando Madureira.

Madureira que mudou de endereço da Casa e alugou um espaço maior para abrigar 15 atletas, anteriormente eram 10, disse que ficou muito contente com a visita de Ricardo Gomyde, porque é um parceiro do Taekwondo. “Desde os tempos em que era presidente da Paraná Esporte vem nos ajudando a difundir o esporte e massificá-lo”, afirmou.

A Casa do Taekwondo hospeda atletas de outras cidades e estados que treinam Taekwondo em Londrina, proporcionando a eles, também, incentivo para estudar e apoio médico. “A intenção é poder proporcionar, além dos treinos, uma moradia e um estudo para os atletas. E é legal porque, como eles convivem com a gente todos os dias, nós conseguimos policiar melhor os esportistas. Fica mais fácil de preparar o competidor nos fatores físico, mental e comportamental”, destacou Madureira.

Já moraram na Casa grandes nomes do Taekwondo, como Diogo Silva, ouro no Pan do Rio em 2007; Gilvan Santos; Maikon Silva; Nicolas Pigozi; e Licínio Soares que foi eleito Campeão das Américas em 2008.

10:38

Lei de Incentivo ao Esporte

Postado por Marcio Sanches |


10:35

Reunião de Organismo de Base

Postado por Marcio Sanches |

Convite para Reunião de Organismo de Base
PCdoB-Londrina

Aos membros do partido que tem ligação com a militância na Cultura e na UEL estão convidados a participar da reunião:

Cultura
Quarta-feira, dia 03/02 às 20 hrs na Vila Cultural Brasil – Rua Uruguai, 1656 – Vila Brasil
Informações: Marcelo Pinhatari - 9942 1848


UEL
Quinta-feira, dia 04/02 às 18:30 hrs no Sindiprol
Informações: Marcelo Seabra – 9991 1484

06:02

Gomyde defende subsede da Copa em Londrina

Postado por Marcio Sanches |


O assessor do Ministério do Esporte, Ricardo Gomyde, defendeu Londrina como uma subsede da Copa do Mundo 2014 para abrigar uma seleção. “É uma coisa natural e um processo a ser construído. Há proximidade que Londrina tem do MERCOSUL, de sedes como Curitiba, São Paulo e Porto Alegre. É natural que grandes seleções queriam ficar em Londrina”, afirmou.

Gomyde abordou outras vantagens da cidade para ser uma subsede da Copa. “Pela sua punjança, seu parque hoteleiro, centros de treinamentos. Estamos muito atentos. Isto representa um aporte muito grande para a economia de qualquer cidade. Uma seleção de grande porte atrai muitos turistas que consomem na cidade”, destacou.

Ele ainda falou papel do prefeito Barbosa Neto nesta ação. “Ele já conversou comigo, conversou com o ministro Orlando Silva sobre a necessidade que pelos menos uma seleção se baseie na cidade. O prefeito tem nos cobrado para que não deixe esta oportunidade escapar”,

A declarações do assessor do Ministério do Esporte, Ricardo Gomyde, foram emitidas durante entrevista a imprensa ocorrida após a cerimônia de liberação de recursos na ordem de R$ 2 milhões do ministério para Londrina. R$ 1,9 milhão para uma Praça da Juventude e R$ 100 mil para o ginásio do Moringão.

05:58

Gomyde libera R$ 2 milhões para o esporte de Londrina

Postado por Marcio Sanches |


O prefeito Barbosa Neto e o assessor do Ministério do Esporte, Ricardo Gomyde, anunciaram a liberação de verbas do Ministério do Esporte da ordem de R$ 2 milhões para a cidade de Londrina. Os recursos na ordem de R$ 1,9 milhão vão para a construção de Praça da Juventude, na região sul da cidade e R$ 100 mil para a reforma dos vestiários do Ginásio de Esportes Darcy Cortez, o Moringão.
“O Ricardo Gomyde nos deu um grande presente para a cidade. São R$ 2 milhões fundamentais para estas obras”, afirmou o prefeito Barbosa Neto em cerimônia realizada no Moringão, na última terça-feira (dia 12).
Barbosa ressaltou a importância dos investimentos feitos pelo governo federal. “São recursos importantes que vão ajudar na formação da cultura esportiva que a gente espera implantar na cidade de Londrina”, declarou. Ele destacou o papel do assessor do ministério Ricardo Gomyde na liberação dos recursos. “Se não fossem ajudas como a do Ricardo Gomyde, do Orlando Silva, governo federal e estadual, nós não poderíamos realizar”.
O prefeito elogiou o projeto da Praça da Juventude que conta com pista de caminhada, pista de skate, quadra poliesportiva, área coberta para ginástica, cancha de areia, campo de futebol society e área administrativa. “São espaços públicos para que todas as idades, todas as classes tenham acesso, a oportunidade de praticar um esporte, que é saúde”, conceituou. “Estamos investindo no ser humano”.
O assessor do Ministério do Esporte, Ricardo Gomyde, falou que os novos investimentos no esporte podem ajudar na formação de futuros talentos. “A gente sabe do potencial da cidade de Londrina na revelação de talentos. Não tenho dúvidas que os projetos que estamos assinando hoje vai servir para que tenhamos atletas na Olimpíada 2016 revelados”, afirmou.
Ele abordou também a parceria do governo federal com a cidade de Londrina. “É uma parceria com o Barbosa. Parceria com Londrina. É uma parceria que tenho como prioritária. Não só estes recursos na ordem de R$ 2 milhões que já estão empenhados, mas outros tantos que estamos cuidando para que possa ser viabilizados para os próximos dias”, afirmou.
Gomyde destacou a vontade do ministro Orlando Silva em ajudar a cidade. “Os projetos quaisquer que forem para a cidade de Londrina, há a orientação firme do ministro Orlando Silva para que a gente possa ser parceiro. A gente confia no Barbosa e no potencial da cidade”, detalhou.
Participaram da cerimônia atletas de diversos esportes e os principais técnicos da cidade, como o do time de basquete, Campo do Conde/Sercomtel/FEL, Enio Vechi; o de Handebol UNOPAR FEL/Sercomtel, Giancarlos Ramires; o da seleção de Taekwondo, Fernando Madureira; o do atletismo, Eugênio Zaninelli, entre outros. Dirigentes do Partido Comunista do Brasil também compareceram e prestigiaram o evento com Gomyde.
A Praça da Juventude da região sul é a segunda que Londrina recebe do governo federal. A primeira já está sendo construída entre o Estádio do Café e o Autódromo Ayrton Senna, na região norte da cidade. De acordo com o diretor da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), Paulo Roberto de Oliveira, a obra que começou no final de dezembro, deve ser concluída no segundo semestre deste ano. “Em agosto, no mais tardar setembro, pretendemos entregar esta conquista social muito importante para os londrinenses”, destacou.
No Moringão, a Prefeitura já realizou a colocação de 6.654 cadeiras no ginásio a um custo de R$ 400 mil originados dos cofres municipais. A reforma dos sanitários já foi licitada em dezembro e as obras devem começar em fevereiro, de acordo com Paulo Roberto de Oliveira. Já a reforma dos vestiários, cujas verbas foram liberadas pelo Ministério dos Esportes, deve ser empenhadas nos próximos dias.

O assessor especial do Ministério dos Esportes, Ricardo Gomyde, garantiu no final do ano passado, a liberação de mais de R$ 1,5 milhão de recursos federais para Londrina. Os recursos vão garantir a prefeitura, a construção da Praça da Juventude na região sul e o término da reforma do ginásio de Esportes do Moringão.

O prefeito Barbosa Neto apresenta amanhã (dia 12), às 14h30, no ginásio do Moringão, as emendas para a imprensa e a comunidade. O evento vai contar com a presença do assessor do Ministério Ricardo Gomyde e do presidente estadual do PCdoB-PR, Milton Alves.

Todos estão convidados para presenciar este importante momento para o esporte e a juventude londrinense.

A prefeitura que colocou mais de 6.500 cadeiras em toda a arquibancada do Moringão, vai utilizar o dinheiro para reformar os banheiros e placar eletrônico. Já a Praça da Juventude será construída no local da antiga Usina do Pavilon, na avenida Guilherme de Almeida.

Serviço:

Ato de liberação de emendas da União com Ricardo Gomyde
Data: 12 de janeiro de 2010
Horário: 14h30
Local: ginásio de esportes Moringão


O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, lança no próxima sexta-feira, dia 27 de novembro, seu mais recente livro, Ideias e Rumos. O lançamento será às 19 horas no Hotel Elo, em frente a reitoria da UFPR. A obra é uma parceria entre a editora Anita Garibaldi e a Fundação Maurício Grabois.
Ideias e rumos reúne textos, intervenções políticas e discursos de Rabelo ao longo de seus quase oito anos como Presidente do PCdoB. O livro traz reflexões acerca da conjuntura política nacional e internacional nas últimas três décadas. Dividida em três partes – O Rumo, O Caminho e O Instrumento – a obra oferece avaliações teóricas sobre as diretrizes e a luta do partido pelo socialismo. O livro tem como maior trunfo reunir para os leitores os textos mais importantes escritos pela liderança do partido.
Como escreveu o presidente da Fundação, Adalberto Monteiro, no prefácio do livro, o conteúdo dessa obra comprova o trabalho que Renato Rabelo “vem fazendo para cumprir seu compromisso firmado em dezembro de 2001, no 10º Congresso do PCdoB. Ele assumia, então, a presidência do Partido, no lugar de João Amazonas. Tinha pela frente o desafio de suceder uma das mais destacadas lideranças dos comunistas brasileiros. Disse, ao lado do histórico dirigente e diante do coletivo militante que o respaldava: “Tentarei dar desenvolvimento ao pensamento político de nosso Partido na nova situação e reunir as inteligências e os meios necessários para enfrentar os novos desafios que nos apresentam. Manteremos a linha revolucionária e flexível que nos possibilitará conquistas ainda maiores”.
Trajetória
Renato Rabelo nasceu em 1942 em Ubaíra, interior da Bahia. A militância no movimento estudantil começou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, fazendo parte da Juventude Universitária Católica (JUC), e depois da Ação Popular (AP).
Em 1965, foi eleito presidente da UEB (União dos Estudantes da Bahia). Com o endurecimento do governo militar na Bahia, Rabelo entra num período de semi-clandestinidade e vai para São Paulo. Mais tarde foi eleito vice-presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes). Após o término de sua gestão na UNE, assume papel de destaque na direção nacional na Ação Popular, indo estudar na China por seis meses, em plena Revolução Cultural. No retorno ao Brasil, participa da luta política da AP em Goiás. Graças a esta política de vinculação ao povo, consegue resistir à perseguição da ditadura.
Com a incorporação da AP ao PCdoB, Rabelo ingressa no partido compondo o Comitê Central da organização, de onde contribui para criar bases de retaguarda para a Guerrilha do Araguaia.
Em 1976, passa a viver exilado em Paris. No final de 1979, retorna ao país com a Anistia, e participa da preparação do 6º Congresso do PCdoB, um congresso semi-clandestino, pois o partido só conquista sua legalidade em 1985. Passa a integrar o secretariado do PCdoB, fazendo parte da Executiva Nacional. Foi eleito duas vezes vice-presidente nacional do partido, responsável pela juventude, depois pela organização partidária. Em 2001 é eleito presidente nacional do PCdoB. Participou das coordenações das cinco campanhas de Lula, desde 1989. No segundo mandato de Lula passa a integrar o Conselho Político do Governo da República




08:28

Saravá PCdoB !

Postado por Marcio Sanches |


Milton Alves*

O 12º Congresso Nacional do Partido Comunista do Brasil – PCdoB encerrado há pouco mais de uma semana, em São Paulo, concluiu um amplo e profundo processo de elaboração coletiva sobre o rumo estratégico do partido, consolidado na aprovação do novo programa socialista. Também definiu com argúcia um caminho tático, sintetizado na plataforma de um novo projeto nacional de desenvolvimento, fórmula possível e realista de combinar os objetivos estratégicos com as diversas etapas das lutas políticas e sociais em curso no Brasil.

É necessário registrar que nas diversas fases congressuais foram mobilizados mais de cem mil militantes e que envolveu outros segmentos políticos e intelectuais de fora do partido nos debates. Um feito considerável, que reforça a identidade partidária e a vocação de uma militância inserida na disputa de rumos que ocorre no país.

O mais importante de todo esse rico e fecundo processo, no entanto, foi o encontro do pensamento do partido, baseado no marxismo, com o pensamento mais avançado produzido no país. Trata-se de um esforço teórico e político para construir uma via nacional, autenticamente brasileira, para o socialismo. Talvez esse foi o sentido mais profundo do 12º congresso do partido. Ao buscarmos referências nos estudos e analises da realidade brasileira elaborados por pensadores da envergadura de um Celso Furtado, Caio Prado Jr, Darci Ribeiro, entre outros, moldamos um pensamento genuinamente nacional e ancoramos o mesmo numa estratégia marxista para alcançarmos um novo salto civilizatório, condição indispensável para a transição rumo ao Brasil emancipado e socialista.

Além disso, o novo programa socialista faz um vigoroso recorte do itinerário das lutas do povo e da nação brasileira, deitando por terra um certo tipo de pensamento esquemático proveniente de certos setores da academia, onde tudo na história do Brasil foi resultado de acordos, acertos e arranjos “por cima” das elites, sem a presença do protagonismo do povo brasileiro ou na maioria dos casos participando “na condição de massa de manobra” ou expectador passivo, reduzindo a epopéia original da construção da jovem nação brasileira, que enfrentou um longo e penoso percurso para afirmar seu destino de país independente, num território continental e com uma população de língua única, mestiça e generosa, qualidades que segundo ensinava o mestre Darci Ribeiro transformava a civilização brasileira numa espécie de “uma nova Roma Tropical”.


Portanto, com base no novo programa abrimos poderosas janelas de interlocução com o que de melhor reuniu e produziu a inteligência brasileira, o que nos capacita para a “longa marcha” pela emancipação nacional e social do Brasil e da nossa gente.

Com otimismo renovado e vigor militante vamos levar a mensagem emancipadora e libertária do novo programa dos comunistas brasileiros ao Brasil profundo.

Um grande saravá aos comunistas de todo país! Saravá PCdoB!!!

*Presidente do PCdoB-PR e membro do Comitê Central

10:27

O rumo é socialista

Postado por Marcio Sanches |




Luiz Manfredini *



O 12° Congresso do PCdoB, realizado no início do mês em São Paulo, foi o estuário de uma construção coletiva sobre os caminhos da revolução brasileira, a rota a percorrer daqui até o início da construção socialista.




Esta foi, digamos, a novidade oferecida pelo congresso. Até então, as elaborações a respeito ainda eram tímidas, genéricas demais, embora o PCdoB, desde 1995, tenha apresentado à Nação um programa socialista e trabalhado fortemente em sua aplicação às circunstâncias brasileiras.




Mas, a meu ver, o essencial do congresso foi a reafirmação do rumo socialista. Isso não é pouco no mundo atual e o PCdoB o fez, lúcido e categórico. Os caminhos a percorrer decorrem desse rumo, bússola a evitar descaminhos e hesitações.




Tratei desse assunto em minha modesta e breve intervenção no congresso, preocupado com o que me parece o essencial em nossa caminhada: a luz da estratégia iluminando a tática para que não nos percamos nas armadilhas da luta de classes.Por querer compartilhar tais idéias com mais pessoas que os 1.076 delegados ao congresso, resolvi ocupar o espaço de hoje da coluna com a íntegra da intervenção, que segue abaixo.




“Camaradas!




Há, entre este congresso e o 8°, de 1992, visíveis semelhanças pelas dimensões estratégicas que encerram.




No 8°, o partido foi tangido a refletir criticamente sobre a derrota do socialismo no Leste europeu. E o fez não só com coragem, mas também com tirocínio e profundidade. Promoveu ajustes teóricos importantes. Negou paradigmas anteriormente estabelecidos, a começar pela idéia de modelo único de socialismo.




Sem modelos, criamos para nós outro desafio: dar conta das singularidades da revolução em nosso País, construir uma alternativa de socialismo com feição brasileira. Este é,m fundamentalmente, o desafio contemporâneo enfrentado pelo 12° Congresso.




O VIII congresso enfrentou a crise do socialismo com lucidez teórica, maturidade política e firmeza ideológica, reafirmando o projeto socialista, consciente dos erros e deficiências das experiências inaugurais. E o fez sem mudar de nome, cor e símbolos, como insinuavam alguns.




O informe do camarada Renato Rabelo alentadoramente nos indica que o Partido enfrentará os desafios da luta pelo socialismo no Brasil consciente dos ricos de uma caminhada singular, mas também – e sobretudo – de suas potencialidades revolucionárias. E disposto a fazê-lo como partido comunista, marxista-leninista, revolucionário, formulador e implementador de um programa político ajustado ao objetivo estrutural e estratégico da classe operária e dos trabalhadores do Brasil, ou seja, o socialismo científico com fisionomia brasileira.




Este é, a meu ver, um aspecto fundamental – e determinante – dos nossos debates. O restante são derivações. Importantes, mas derivações. Um aspecto reforçado pela enfática reafirmação da nossa identidade presente no informe do Renato.




E é com essa inteireza política e teórico-ideológica que, no contesto do XII Congresso, reafirmamos o rumo socialista e o caminho. A equação é essa: rumo, caminho e instrumento. Nessa ordem. Porque é o rumo que faz o caminho; caminho sem rumo é descaminho. E rumo e caminho sem o instrumento de sua concretização são palavras ocas soltas ao vento.




Assim, não nos perderemos no lusco-fusco das sombras e luzes (mais sombras que luzes) que marcam – nas proféticas palavras de João Amazonas – os primeiros tempos do século presente.




Este é, camaradas, o mais legítimo e enfático tributo que poderemos prestar ao homenageado do nosso 12° Congresso: o grande e inimitável povo brasileiro”. ,




* Jornalista e escritor paranaense, autor de "As moças de Minas" e "Memória de Neblina" e membro da direção Estadual do PCdoB-PR


04:40

PCdoB na CartaCapital

Postado por Marcio Sanches |


CartaCapital destaca inserção do PCdoB na juventude


A revista CartaCapital desta semana traz matéria destacando a força do PCdoB na juventude e o 12º Congresso do partido. Assinada por Gilberto Nascimento, a matéria mostra a inserção dos comunistas entre os operadores de telemarketing e sua amplitude em diversos segmentos, do hiphop à vida institucional. Acompanhe a íntegra da matéria.


Os jovens vão 'estar tomando' o poder
13/11/2009 15:26:34
Gilberto Nascimento


Conhecidos pelo uso do gerúndio e pelo bordão “vamos estar solucionando”, os operadores de telemarketing são considerados os metalúrgicos dos dias atuais. A função surgiu como fruto das novas relações de trabalho e do avanço tecnológico, mas carrega problemas parecidos aos das antigas linhas de produção industriais.


Os operadores de telemarketing somam 1,075 milhão de profissionais hoje no País. A maioria é jovem no primeiro emprego, com idades entre 18 e 29 anos. É a categoria que mais cresceu no Brasil: 10% ao ano em uma década. Setenta por cento são mulheres.


Esses jovens significam hoje para o PCdoB quase a mesma coisa que os operários do ABC representaram para o PT. Sindicatos da categoria, como os de São Paulo e Belo Horizonte, são ligados à União da Juventude Socialista (UJS), o braço jovem do PCdoB. Durante o 12º. Congresso do partido, realizado entre os dias 5 e 8 no Anhembi, em São Paulo, a atividade e a mobilização dessa categoria foi ressaltada pelos dirigentes comunistas.


Os jovens líderes sindicais da área de telemarketing, alguns com pouco mais de 20 anos, se organizam de forma diferenciada. Para atingir o público, realizam assembléias durante festas fechadas em casas noturnas, com DJs e outros atrativos. Num determinado momento, a música para, começam os discursos e as informações importantes são transmitidas. A tecnologia é utilizada na comunicação com a base.


“Nossa forma de organização se dá com o uso da linguagem do jovem. Se fizéssemos só a assembléia não reuniríamos mais de 100 pessoas”, admite Marco Aurélio de Oliveira, 33 anos, há um presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing de São Paulo (Sintratel) e há oito integrante dos quadros do PCdoB.


A construção de um modelo de comunismo com feição brasileira, a eleição do novo comitê central do partido e a necessidade de arregimentar militantes na juventude foram alguns dos principais temas do congresso do PCdoB. O encontro reuniu 1.100 delegados, 100 delegações estrangeiras de partidos comunistas de todo o mundo e políticos como o presidente Lula, a presidenciável Dilma Roussef, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) e o ministro da Justiça, Tarso Genro.


Aos 87 anos, o PCdoB reafirmou sua posição de parceiro do governo Lula e apoiador de primeira hora da candidatura de Dilma. Agora, se prepara para tentar dobrar suas bancadas na Câmara Federal e no Senado e pretende disputar a eleição para governador, com chances, no estado do Maranhão, com o deputado e ex-juiz Flávio Dino.


O partido conta hoje com 240 mil filiados. Aumentou em 50% o número de seguidores de seu congresso anterior, em 2005, para cá. Tem um ministro no governo Lula (Orlando Silva, dos Esportes), um senador (Inácio Arruda, do Ceará), 12 deputados federais, 13 estaduais, 406 prefeitos e 607 vereadores pelo Brasil. Dirige ainda um importante órgão no governo, a Agência Nacional do Petróleo (ANP), a cargo do ex-deputado Haroldo Lima.


A preocupação em ganhar adeptos na juventude é estratégica. O PT, segundo pesquisas, é o partido preferido entre os jovens brasileiros. Mas o PCdoB se notabiliza pela formação de quadros aguerridos e disciplinados no movimentos estudantil. Somente a UJS reúne 100 mil filiados, organizados em núcleos em 800 municípios brasileiros.


Quatro quadros da linha de frente do PCdoB foram formados na Juventude Socialista: o ministro Silva (no do partido com maior visibilidade na mídia depois que o Brasil realizou os Jogos Panamericanos no Rio e conseguiu o direito de promover a Copa do Mundo, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016); o deputado Aldo Rebelo (fundador e primeiro dirigente da entidade, que chegou até a ser presidente da República por dois dias); a deputada gaúcha Manuela D’Ávila, eleita aos 26 anos com 271 mil votos – hoje considerada a musa do Congresso -; e Manoel Rangel, presidente da Agência Nacional de Cinema (Ancine).


A UJS comanda a União Nacional dos Estudantes (UNE) há quase 20 anos. Há 30, a principal entidade dos estudantes brasileiros só não esteve sob a influência direta do PCdoB em três gestões, entre 1987 e 1991. A Juventude Socialista é também hegemônica na União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES).


A maioria dos centros acadêmicos (CAs) e grêmios estudantis do País é ligada ao partido, garante sua direção. De um total de 3.000 CAs que participaram em janeiro do Conselho Nacional de Entidades de Base (Coneb), em Salvador, 2.100 foram mobilizados pela UJS. No último congresso da UNE, em julho, o PCdoB contabilizou 50% dos delegados. “Mesmo com todos os ataques feitos aos comunistas pelos setores conservadores, não há um partido com maior influência na juventude que o PCdoB”, garante o baiano Marcelo Gavião, 29 anos, estudante de Ciências Sociais da PUC-SP e presidente da UJS.


Outro alvo é o hip hop. O Face da Morte, um dos grupos de rap com maior volume de shows pelo Brasil, tem estreitas ligações com o PCdoB. O grupo tem clips na MTV, oito discos gravados e faixas incluídas em coletâneas de sucesso. O vocalista e líder do Face da Morte, Aliado G, 35 anos, é ex-dirigente da UJS e presidente da Nação Hip Hop Brasil, organização que reúne mil grupos de rap brasileiros e desenvolve oficinas culturais para ressocializar jovens infratores na região da Grande Porto Alegre. Em Suzano, na Grande São Paulo, trabalho semelhante é feito em escolas.


Aliado G foi o primeiro rapper candidato a deputado no mundo segundo reportagem do jornal New York Times. Ele concorreu à Assembléia Legislativa paulista em 2006, teve 20 mil votos, mas não foi eleito. Dois anos depois, foi o primeiro rapper a se candidatar a prefeito, em sua cidade, Hortolândia (SP), na região de Campinas. Ficou em terceiro lugar.


O partido se fortalece ainda em outras áreas. O seu braço no movimento sindical é a Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), comandada pelo presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Wagner Gomes. A central reúne 400 sindicatos e representa 7 milhões de trabalhadores.


Fidelis Baniwa, 35 anos, da etnia Baniwa, na região do Alto Rio Negro, no Amazonas, é outra liderança emergente. Integrante da Coordenação das Nações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Fidelis é ainda ator profissional. Trabalhou na mini-série Mad Maria, da TV Globo, e nos programas eleitorais de Lula, em 2006. Agora, vive no cinema o papel do índio pataxó Galdino Jesus dos Santos, assassinado em 1997, no filme A Noite por Testemunha, de Bruno Torres, a ser lançado na próxima semana no Festival de Brasília. Fidelis deve ser candidato a prefeito pelo PCdoB na cidade de Santa Isabel do Rio Negro (AM). “O comunismo tem tudo a ver com o dia-a-dia em nossas aldeias. Quando alguém traz uma caça, todos são convidados a sentar juntos à mesa”, afirma.


O PCdoB quer desmistificar a imagem de dinossauro imposta por segmentos conservadores. “As idéias neoliberais colocadas em prática a partir dos anos 80 redundaram na maior crise econômica mundial desde 1929. Na origem está a cartilha neoliberal: as privatizações e o estado mínimo. Diante desse fracasso, quem são os dinossauros?”, questiona a deputada Manuela D’Avila.


Os comunistas também rejeitam a fama de ranzinzas. “Não é preciso ser chato para ser comunista”, retruca o baiano Orlando Silva, ministro com nome de cantor de serestas e animador de rodas de samba nos finais de semana, ao lado de artistas e políticos convidados, em sua casa na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. “O que o comunista precisa é ter convicção e perspectiva política. É se doar à luta política e batalhar pelo futuro. Num país como o Brasil isso só pode ser feito com alegria”, afirma Silva, enquanto dá autógrafos e posa para fotos ao lado de militantes. “Quando alguém estranha minha opção e pergunta se sou mesmo comunista, eu respondo: sou comunista, graças a Deus”. Silva acredita em Deus. E diz que a maioria absoluta do partido também.


Os líderes do PCdoB afirmam ter sido um erro, no passado, a busca pela tentativa de reedição de experiências comunistas em outros países. “Não dá para dizer que o exemplo da China não é vitorioso. O regime conseguiu unir o povo chinês, garantir direitos ao povo e fazer o país sair da miséria para a modernização. Mas nós não vamos copiar modelo de ninguém. No passado, mirávamos em experiências que tinham dado certo. Agora, vamos construir uma democracia do nosso jeito. A ditadura do proletariado era uma coisa que dizia respeito á União Soviética, naquela época”, argumenta o deputado Aldo Rebelo.


Reconduzido à presidência do partido durante o congresso, Renato Rabelo, 67 anos, contador e técnico agrícola, explica: “O partido é produto de um tempo determinado e localizado. Não é modelo que vale para qualquer situação. É expressão da luta transformadora de um tempo histórico. Por isso, ele muda”. Para o dirigente, o socialismo é muito jovem para ser considerado um fracasso. “Ele está dando os primeiros passos. É a proposta de um novo sistema. E a crise do capitalismo é real. A história vai dizer quem está com a razão”, garante. “O socialismo brasileiro ainda pretendemos construir. Seria especulação dizer se vai ser assim ou assado”.

Fonte: Portal Vermelho e CartaCapital

04:28

Renato Rabelo: PCdoB está mais forte e armado para luta política

Postado por Marcio Sanches |


Logo após o 12º Congresso, o presidente Renato Rabelo falou ao Vermelho sobre a presença de Lula e de Dilma ao evento; das eleições de 2010 e principalmente da vida partidária. Reafirmando ser este seu último mandato à frente da legenda, disse que o partido está “mais forte e armado para a luta política” e que o PCdoB "não é um partido qualquer" no cenário político nacional.


Que significado tem o ato político realizado dia 6, durante o 12º Congresso?
De maneira geral, o 12º Congresso revelou que o partido tem influência, cresceu em sua autoridade política e hoje é muito respeitado entre as forças políticas brasileiras. O ato político representa isso. Nele, estava presente além do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva – que é hoje uma grande liderança dentro e fora do país – a ministra Dilma Rousseff, que possivelmente será a candidata do campo liderado pelo presidente, ministros e figuras representativas que compõem a base do governo. O pronunciamento indica que de fato o PCdoB tem contribuído muito para a construção do governo Lula e de um novo rumo para o país. O PCdoB, portanto, não é um partido qualquer.

O fato de Dilma ter sido aclamada durante o ato já indica o apoio do partido e da militância à sua candidatura?
Uma candidatura se constrói ao longo do tempo. Agora, por ser indicada por Lula, é natural que tenha a simpatia do PCdoB exatamente pela relação de confiança e amizade que o partido tem com o presidente. É uma questão que vamos avaliar para definir qual será a posição definitiva do partido com relação à candidatura de Dilma. E quem vai fazer isso é a Convenção Nacional do PCdoB, órgão estatutariamente incumbido de aprovar e formalizar nossa posição. O que temos hoje é abertura para uma candidata indicada pelo presidente da República. Mas, para além desta questão, é preciso salientar que a Dilma é uma mulher de ideias avançadas, tem uma trajetória política muito respeitada, combateu a ditadura militar, foi presa, fez parte de organizações que lutaram na resistência e hoje é uma pessoa preparada para continuar o programa iniciado por Lula e mesmo chegar a um nível mais avançado. Ela tem compromissos com ideias democráticas que levam em conta o avanço nacional e social do país. Portanto, é uma candidata que tende a ter apoio das forças avançadas.

Neste sentido, que partido sai deste 12º Congresso?
Este congresso mostra que o partido está mais armado politicamente e tem mais nitidez de rumo. Agora, temos um desfio político enorme pela frente: a batalha eleitoral de 2010. O próprio Programa Socialista coloca que as eleições são muito importantes para se que dê curso ao novo projeto nacional de desenvolvimento (NPDN). Se o ciclo aberto pela eleição de Lula for truncado, significa que o NPND também será barrado uma vez que as circunstâncias políticas serão outras. Ou seja, apesar de mantermos nosso rumo, o caminho poderia mudar muito. Uma derrota do campo do governo Lula teria impacto negativo até mesmo para a América Latina, que hoje trabalha pela integração e contra o imperialismo. Afinal, para as forças de oposição, estamos nos submetendo aos países mais pobres e o que eles querem é que nos submetamos aos EUA e à Europa. Na verdade, temos é de ajudar os países mais pobres porque esta é uma forma de desenvolver o continente e isso vai ajudar direta e indiretamente o Brasil, que é o mais desenvolvido. A visão de submissão, portanto, é a deles e não a nossa. O movimento social é outro divisor de águas entre estes dois campos. Por que FHC diz que vivemos um “autoritarismo popular”? Porque no fundo eles têm medo do movimento social e popular; a elite dominante se pela de medo do povo, das ruas. A volta dessa gente seria um grande retrocesso político e democrático.

Do ponto de vista da vida interna do partido, que avaliação faz do 12º Congresso?
O congresso é o coroamento de todo um processo que se desenvolveu no partido e que reflete o debate feito com seus membros. Houve muita receptividade com relação aos documentos propostos e o debate se concentrou principalmente em torno do Programa Socialista, o que já era esperado. Além do coletivo partidário, a própria comissão responsável pela redação final do Programa continuou fazendo um trabalho de aperfeiçoamento da proposta original, de inserção de emendas e de mudanças até mesmo na sua estrutura para que o Programa ficasse mais curto, conciso e de mais fácil entendimento do que o anterior. O Programa Socialista aprovado procura responder às questões candentes hoje e participar de um debate atual em torno do projeto de desenvolvimento para o país. Antes, o documento ficava desvinculado do debate em andamento ou das exigências que se punham para o curso político. Este, ao contrário, entra no curso político e no debate de um novo projeto nacional de desenvolvimento, além de fixar um rumo (o socialismo). Temos dito que o rumo dá ao Programa maior nitidez e o situa no contexto da evolução histórica do Brasil. Já alcançamos determinado patamar a partir dos dois ciclos civilizatórios. Precisamos agora dar o terceiro salto. Com a aprovação deste documento, o partido passa a ficar mais forte e armado para a luta política.

Outro documento importante é a Política de Quadros...
Sim. Este é o segundo documento mais debatido. Os dois documentos, juntamente com nosso Estatuto – que também sofreu mudanças – completam, no terreno organizativo ou dentro da concepção de partido para a realidade atual, a visão de construção partidária. O Programa Socialista e a Política de Quadros – que servirá para dar bases à aplicação deste programa – traduzem o espírito do PCdoB nas condições presentes: um partido preparado para os desafios atuais, moderno e que, ao mesmo tempo, mantém seus princípios e sua visão revolucionária. O PCdoB se tornou contemporâneo, aproximando-se mais do nosso povo, das camadas mais avançadas, dos trabalhadores etc. O desafio do PCdoB é se atualizar permanentemente. E o partido é um corpo vivo, aliás, muito vivo. Sem essa vivacidade, o partido deixaria de cumprir seu papel, ficando de fora do curso político.

A indicação de fortalecer mais a Comissão Política e dar uma nova configuração ao secretariado foi outro traço marcante das discussões...
O esforço que o partido vem fazendo – e pessoalmente venho tentando me concentrar nesta questão – é que a Comissão Política seja efetivamente o centro de gravidade da elaboração e da condução política do partido porque o Comitê Central, em última instância, é que aprova as posições mais importantes. Mas estas posições requerem amadurecimento e elaboração no âmbito da Comissão Política. O CC se reúne, conforme o estatuto, de quatro em quatro meses, então não tem condições de fazer esse trabalho permanente de elaboração e condução política que cabe à CPN, composta por ¼ do CC. O secretariado, por sua vez, acabava fazendo o trabalho da CPN, reduzindo a participação de pessoas que poderiam contribuir no âmbito do CC. A elaboração política ficava centralizada e, ao mesmo tempo, o secretariado não exercia, de forma nítida, o papel precípuo dele que é a coordenação da execução política. Não é o secretariado que elabora, nem que conduz politicamente o partido. Seu papel é fazer o controle e a execução das tarefas políticas. Por isso é um organismo permanente que se reúne semanalmente e não pode ser muito grande. Chegamos a ter dez pessoas no secretariado anterior. A CPN já foi eleita pelo CC e reflete o critério de ser expressão política do partido. Quanto ao secretariado, a questão ainda não foi resolvida. A proposta é que fiquem no secretariado apenas as sete secretarias que, na atividade permanente do partido, tenham uma exigência mais constante.

Após a primeira reunião do Comitê Central eleito na plenária final, foi anunciado que este seria seu último mandato à frente do partido. Qual a razão desta decisão?
O PCdoB leva em conta hoje alguns critérios que são importantes para que possamos ter uma construção partidária viva e permanente. Apesar de não existirem ainda normas que estabeleçam o limite dos mandatos no partido, temos de levar em conta critérios que implicam em renovação e alternância. E se isso vale para as direções, deve valer também para a presidência. A segunda questão é que este já é o meu terceiro mandato e no final dele, terei completado 12 anos à frente do partido. Em minha opinião, três mandatos formam um período de função presidencial consentâneo com nossa concepção de construção partidária. Por mais que eu possa ajudar o partido, ir além poderia impedir maior renovação da direção. Afinal, o PCdoB vai passando por uma fase de transições e mudanças. Por que só o presidente deve se achar no direito de ficar mais tempo? Esse movimento é saudável. Além disso, penso que outras pessoas podem se incumbir melhor da presidência porque são mais jovens e mais voltadas para o seu tempo do que eu, que sou de outra geração. A alternância e a renovação não são por acaso, mas para que o partido fique sempre à altura do seu tempo, para que seja sempre um partido vivo e atuante. Mas, como disse ao Comitê Central, discutir a sucessão demanda tempo porque o compromisso do presidente deve ser com a unidade e a coesão do partido. Então, a transição não pode ser abrupta. E solicitei ao CC – que escolhe a presidência – a prerrogativa de, quando achasse necessário, introduzir essa questão para buscar uma alternativa sucessória condizente com as exigências do partido naquele momento.

Ao final desses 12 anos, qual você espera ser sua marca na presidência do partido?
Busco um partido revolucionário e moderno, ou seja, um partido que não abandone seus princípios revolucionários – se não desnaturaria seu caráter – mas que, ao mesmo tempo, seja sempre um partido jovem. Este é meu esforço. O PCdoB tem hoje um método de trabalho aberto, tem liberdade de opinião. Demos um salto neste sentido. Não existe militante comunista que possa dizer que teve sua ideia cerceada, inclusive com relação a questões que podem ser consideradas contraditórias ou polêmicas. Evidentemente que a liberdade de opinião no partido também deve ser condizente com seus princípios porque a partir do momento em que uma posição é tomada pelo partido, todos devem segui-la uma vez que o partido tem como princípio o centralismo democrático. Agora, o aspecto democrático deve ser amplo, aberto e cada vez mais ativo. Não pode ser uma mera propaganda. A democracia precisa se exercitar porque o nosso objetivo não é a democracia pela democracia, mas sim a construção de um processo de decisões em que haja uma inteligência coletiva e não a inteligência de dois ou três dirigentes. Nenhuma ideia justa chega a nós sem que haja liberdade de opinião. Este é o desafio e me empenho muito para garantir sempre liberdade, democracia e participação.

Da redação,
Priscila Lobregatte
Foto: Rafael Neddermeyer


04:20

12º Congresso do PCdoB

Postado por Marcio Sanches |

Ao fim do 12º Congresso, PCdoB reelege Renato Rabelo presidente e escolhe Luciana vice

No processo final do 12º Congresso do PCdoB, o Comitê Central (CC) do partido, recém-eleito em votação secreta e eletrônica, fez uma breve reunião para reeleger Renato Rabelo presidente do partido, eleger Luciana Santos vice-presidente, além dos 26 nomes da Comissão Política. Renato indicou que este será seu último mandato na presidência.
Renato Rabelo anunciou que aceitava mais um mandato, o terceiro como presidente do PCdoB. Mas pediu a permissão do CC para proceder, no momento oportuno, os preparativos para a escolha de um companheiro que assuma o cargo no próximo Congresso, em 2013.
Fez também a proposta de Luciana Santos para vice-presidente do partido. A secretária de Ciência e Tecnologia de Pernambuco e ex-prefeita de Olinda foi anunciada por Renato como "futura deputada federal e uma das mais votadas no estado". O nome foi recebido com aplausos pelos 105 membros do CC recém-eleito.
Renato apresentou ainda os 26 nomes propostos para a Comissão Política. Quanto ao Secretariado, ficou de ser composto mais tarde, em uma reunião da Comissão Política, dia 11, e outra do Comitê Central. A indicação é de um Secretariado de sete membros, visando reforçar cada vez mais o papel da Comissão na condução política do partido.
A Comissão Política foi eleita em votação secreta pelos membros do CC. Sua composição é:
Renato Rabelo
Adalberto Monteiro
Adalberto Frasson
Aldo Rebelo
Altamiro Borges
Ana Rocha
Daniel Almeida
Flávio Dino
Haroldo Lima
Inácio Arruda
Jô Moraes
João Batista Lemos
José Reinaldo
Júlio Vellozo
Liége Rocha
Luciana Santos
Nádia Campeão
Orlando Silva
Carlos Augusto Patinhas
Ricardo Abreu
Renildo Calheiros
Vanessa Grazziotin
Vital Nolasco
Wagner Gomes
Walter Sorrentino

Fonte: Portal Vermelho

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